O presidente do STF, Edson Fachin, negou pedido da CPI do Crime Organizado para suspender decisão de Gilmar Mendes sobre a empresa Maridt Participações. Fachin manteve válida a ordem que anulou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa. A CPI alegava indícios de irregularidades financeiras, lavagem de dinheiro e ligações com investigados. A Maridt, que tem familiares de Dias Toffoli entre os sócios, recorreu ao STF. Gilmar concedeu habeas corpus de ofício, apontando irregularidades na decisão da CPI. A comissão pediu a suspensão da medida, alegando prejuízo às investigações. Fachin não analisou o mérito da decisão de Gilmar. Ele afirmou que a “suspensão de liminar” não serve para revisar decisões de ministros do STF. Segundo Fachin, não cabe à presidência da Corte atuar como instância revisora interna. Assim, a decisão de Gilmar Mendes permanece válida. Em paralelo, Fachin enviou outra petição ao próprio Gilmar para esclarecimentos. As suspeitas envolvem ligações entre Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro. A Polícia Federal investiga possíveis crimes financeiros ligados ao caso.
Toffoli não é investigado formalmente, pois isso exige autorização do STF. Investigações apontam suspeitas em fundos ligados ao resort Tayayá. O senador Fabiano Contarato criticou a decisão. Segundo ele, a medida limita os poderes investigativos da CPI. A comissão pretende recorrer ao plenário do STF. A PF produziu relatório de 200 páginas sobre o caso. O documento levou à saída de Toffoli da relatoria. O processo passou para André Mendonça. A Maridt vendeu participação no resort a fundos ligados ao Banco Master. Depois, deixou completamente o negócio em 2024. As operações envolveram investidores e advogados ligados ao mercado financeiro. Toffoli afirmou que a empresa é familiar e regular. Disse que todas as operações foram declaradas à Receita Federal e que as vendas ocorreram a valor de mercado.
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