O primeiro-ministro de Binyamin Netanyahu afirmou ontem, 19, que não enganou ninguém e que Donald Trump não precisou ser convencido a entrar em guerra com o Irã. Em entrevista coletiva, iniciou falando em hebraico e depois em inglês para a imprensa internacional. Disse “eu estou vivo, vocês são testemunhas”, reagindo a boatos sobre sua morte em ataque iraniano. Netanyahu foi questionado sobre os objetivos da guerra e críticas de que Israel teria arrastado os EUA ao conflito. O contexto inclui alta nos combustíveis devido ao bloqueio do estreito de Hormuz pelo Irã. Ele negou qualquer manipulação e afirmou que Trump já entendia a ameaça nuclear iraniana. Segundo o premiê, os EUA “não lutam por Israel, mas com Israel”. Apesar da aliança, há sinais de desalinhamento entre objetivos e operações dos dois países. Um exemplo foi o ataque ao campo de gás Pars Sul, ligado ao Irã e ao Qatar. Netanyahu disse que Israel agiu sozinho e respeitou pedido de Trump para não repetir a ação. Também há divergências sobre metas da guerra. O Pentágono quer enfraquecer a Marinha iraniana, mísseis balísticos e impedir armas nucleares. Já Netanyahu inclui a queda do regime iraniano como parte da estratégia.
Trump inicialmente mencionou apoiar rebeldes curdos, mas esse discurso desapareceu. Autoridades americanas afirmam agora que não se trata de mudança de regime. O foco dos EUA na Marinha iraniana contrasta com prioridades israelenses. Mesmo assim, Israel realizou ataques contra a frota iraniana no mar Cáspio. Foram atingidos navios com capacidade de mísseis, uma corveta e centros de comando. A Casa Branca prioriza o golfo Pérsico, diante do impacto econômico global. O bloqueio de Hormuz elevou preços e pressiona a inflação mundial. Netanyahu destacou planos de redesenhar a logística energética da região. Defendeu rotas alternativas para reduzir dependência de gargalos estratégicos. Citou oleodutos e gasodutos passando pela península Arábica até Israel. A ideia é levar recursos diretamente ao Mediterrâneo. Segundo ele, isso eliminaria pontos críticos como Hormuz e Bab el-Mandeb.
Nenhum comentário:
Postar um comentário