Qual Estado tem maior salário para professor em início de carreira? Veja o ranking
Pesquisa revela variações, mas mostra que todos cumprem piso previsto por lei (R$ 4.868); conselho de secretários critica comparações que desconsideram especificidades locais
Quanto o professor influencia na aprendizagem do aluno?
Diretora do Instituto Península, Heloísa Morel afirma que o docente pode responder por cerca de 60% do desempenho dos estudantes. Estudo do Movimento Profissão Docente analisou salários iniciais de professores nas redes estaduais em 2025. Apenas Mato Grosso do Sul, Maranhão e Pará pagam acima de R$ 8 mil no início da carreira. A média salarial inicial no Brasil é de R$ 6,2 mil, equivalente a cerca de quatro salários mínimos e acima do piso nacional anterior, de R$ 4.868. O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) afirmou que comparações entre Estados precisam considerar diferenças fiscais e administrativas. Segundo os organizadores, os dados foram enviados às redes estaduais para validação antes da divulgação. Pesquisas indicam que bons salários iniciais e progressão na carreira são essenciais para atrair talentos ao magistério, um desafio no País. Hoje, a docência costuma atrair estudantes com desempenho acadêmico mais baixo, em parte pela facilidade de acesso às licenciaturas. Especialistas defendem avaliar melhor o trabalho docente, com observação de aulas, gravações e portfólios para orientar a formação continuada.
Levantamento da FGV com apoio do Instituto Península aponta que professores influenciam quase 60% dos resultados no ensino fundamental. O Consed destaca que valorização docente vai além do salário, incluindo condições de trabalho, formação, carreira e reconhecimento social. O piso salarial é reajustado com base no crescimento do investimento por aluno do Fundeb. Criado como principal fundo da educação básica, o Fundeb redistribui recursos conforme o número de matrículas. Entre 2009 e 2024, o piso subiu 412,4%, de R$ 950 para R$ 4.868. O modelo de reajuste vem sendo questionado por especialistas e pelo Ministério da Educação. Em 2026, o piso foi reajustado pela inflação e passou a R$ 5.130,63, com alta de 5%. A previsibilidade nos reajustes ajuda no planejamento de Estados e municípios. Mudanças definitivas na Lei do Piso ainda estão em debate no Congresso.
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