"Você é a favor ou contra Trump?", pergunta Blake Zuma, 62, ativista do grupo Trump Tribe of Texas, na CPAC — maior evento conservador do mundo. O grupo usa jaquetas douradas com o nome do presidente e letras que formam T-R-U-M-P. A convenção ocorre em Dallas e reúne políticos e personalidades da direita global. Apesar da queda na aprovação de Donald Trump nas pesquisas, sua base segue fiel no evento. Blake avalia positivamente o segundo mandato. Diz não ser “a favor da guerra”, mas defende o conflito com o Irã como resposta a ameaças aos EUA — discurso que vem mudando desde o início dos ataques, há cerca de um mês. Ela viveu na infância em países como o Irã e quer assistir ao discurso de Reza Pahlavi, filho do xá deposto. Segundo ela, sua família deixou o país ao perceber instabilidade. Em meio à tensão no Oriente Médio, Trump não participará da CPAC pela primeira vez em dez anos. A Casa Branca alega “questões de agenda” e destaca seu envolvimento no conflito e em outros temas críticos. Mesmo assim, Blake mantém esperança de uma aparição surpresa. Já os aposentados William e Anne Diaz consideram a ausência compreensível.
William afirma não gostar de guerra, mas acredita que o conflito atual será mais curto que outros, como o do Iraque. Para ele, Trump age pensando no “melhor para o mundo”. Nascido em Cuba, William diz que não pretende voltar ao país enquanto houver regime comunista. Caso isso mude, considera visitar a ilha. Sobre falas de Trump sobre “tomar Cuba”, ele avalia que o país já vive crise profunda e pode colapsar em breve, sem grande intervenção externa. Na CPAC, ele também quer ouvir Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. Diz temer que países como o Brasil avancem à esquerda. A juíza aposentada Sara Canady usava camiseta “MAGA 2028”, em tom de brincadeira sobre um terceiro mandato de Trump — o que é inconstitucional nos EUA. Ela afirma não se incomodar com a ausência do presidente, pois o viu recentemente e brinca que gostaria de ter seu apoio político.
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