O projeto russo, chamado Selena, deverá fornecer até 10 quilowatts e funcionar autonomamente por dez anos. O Reator Lunar 1 da Nasa pretende produzir 20 quilowatts e operar por cinco anos sem manutenção. A agência também planeja utilizar propulsão nuclear em uma missão rumo a Marte, prevista para dezembro de 2028. O Pentágono desenvolve projetos próprios de reatores para utilização em órbita e na superfície lunar. Os cronogramas, contudo, vêm sendo adiados, e especialistas duvidam do cumprimento dos prazos. Ainda não existe um módulo de pouso comprovadamente capaz de transportar cargas nucleares pesadas até a Lua. Também não há experiência prática de instalação de reatores em condições de baixa gravidade. Os riscos incluem acidentes no lançamento, explosões, derretimento do combustível e exposição à radiação. Embora os reatores devam permanecer desligados durante o transporte, falhas ainda podem ocorrer. Na Terra, estruturas de contenção protegem o ambiente, mas sua construção na Lua seria complexa e cara. A Nasa prevê blindagem e áreas restritas ao redor dos equipamentos para reduzir a exposição dos astronautas. Outro desafio é o combustível: os americanos pretendem utilizar urânio de baixo enriquecimento e alto teor, conhecido como Haleu. A oferta desse material é limitada, e a proibição de importar urânio russo dificulta o abastecimento. A Rússia e a China não divulgaram qual combustível utilizarão em seus reatores lunares. Apesar dos obstáculos, especialistas consideram viável instalar reatores na Lua, embora a segurança e a potência necessária continuem sendo desafios.
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domingo, 11 de outubro de 2026
NASA ACELERA CONSTRUÇÃO DE REATOR NUCLEAR NA LUA
A Nasa acelerou os planos para construir um reator nuclear na Lua, com lançamento previsto até 2030. O objetivo é garantir energia para futuras bases lunares e superar a concorrência da Rússia e da China. A Rússia pretende colocar seu reator em operação até 2036, em parceria com os chineses. A disputa envolve o controle de recursos lunares e a expansão da exploração espacial. Os países querem instalar bases permanentes, explorar água congelada e preparar missões mais distantes. Especialistas, porém, alertam para os riscos de uma corrida nuclear espacial acelerada. Acidentes durante lançamentos poderiam espalhar material radioativo e comprometer áreas da Lua. A Rússia possui ampla experiência em reatores espaciais, tendo colocado mais de 30 unidades em órbita. O país também dispõe de grandes reservas de urânio pouco enriquecido, combustível considerado mais seguro. A Nasa lançou um reator em 1965, mas o desativou após uma falha na espaçonave. Desde então, os Estados Unidos gastaram mais de US$ 20 bilhões em programas nucleares espaciais. Apesar dos investimentos, os americanos ainda não instalaram outro reator no espaço. A energia nuclear é considerada essencial para manter uma base lunar funcionando continuamente. Os painéis solares não produzem eletricidade durante as longas noites lunares, que duram mais de duas semanas terrestres. Além disso, os equipamentos precisam resistir a variações extremas de temperatura. Nos primeiros anos, as missões deverão utilizar energia solar e sistemas de radioisótopos. Esses sistemas aproveitam o calor do decaimento radioativo para gerar eletricidade. Entretanto, sua capacidade é insuficiente para atender às necessidades energéticas de uma base permanente.
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