O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que a execução do ex-major Nidal Hasan, prevista para 3 de dezembro, será pública e transmitida ao vivo. Hasan matou 13 soldados americanos desarmados na base militar de Fort Hood, no Texas, em 5 de novembro de 2009. O Pentágono anunciou nesta semana a decisão de executar o ex-militar, na primeira execução de um integrante das Forças Armadas americanas em mais de 60 anos. Hegseth defendeu a publicidade da execução, argumentando que a população precisa compreender as consequências de crimes dessa gravidade. Em entrevista ao canal conservador Real America's Voice, declarou que Hasan receberá um pelotão de fuzilamento. Questionado sobre possíveis pedidos finais do condenado ou contato com o presidente Donald Trump, Hegseth respondeu que não estava interessado e mencionou a data prevista. Segundo um funcionário do Departamento de Defesa, a execução deverá ser transmitida ao vivo. A BBC procurou a Casa Branca para esclarecer se Trump apoia a transmissão pública de uma execução. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que Hegseth recomendou a medida e que o presidente a aprovou. Hasan era psiquiatra do Exército americano, natural da Virgínia, e admitiu em julgamento ter realizado o ataque. O massacre ocorreu em um edifício médico lotado, onde militares que seriam enviados ao exterior aguardavam exames e vacinação. O episódio ficou conhecido como o ataque a tiros mais mortal contra uma instalação militar americana fora de uma situação de combate.

Nenhum comentário:
Postar um comentário