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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

CANDIDATOS QUESTIONADOS PELA JUSTIÇA ELEITORAL


Ao menos 30 candidatos nas eleições de 2026 foram questionados pela Justiça Eleitoral ou pelo Ministério Público por suspeita de ligação com o crime organizado. 
Do total, 21 tiveram os registros inicialmente negados pelos Tribunais Regionais Eleitorais. Um deles conseguiu posteriormente autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dez candidatos tiveram os registros autorizados por falta de provas suficientes, embora ainda possam existir recursos. Outros dois candidatos desistiram das disputas após os questionamentos. As decisões seguem novo entendimento do TSE, adotado em 2024, que não exige condenação criminal em segunda instância. A Corte considera suficientes elementos que indiquem participação em milícia armada. No Rio, o TRE criou a expressão “milícia de gravata” para casos envolvendo crimes contra a administração pública. Entre os candidatos barrados está Binho Galinha, da Bahia, acusado de liderar grupo ligado ao jogo do bicho e à lavagem de dinheiro. No Rio, Clébio Jacaré teve a candidatura negada por suspeitas de fraudes e cobrança de propina. Cristiane do Roberto Jefferson também foi barrada por suspeitas relacionadas a contratos públicos. Cristiano Hermógenes foi impedido de concorrer por suspeita de vínculos com o Comando Vermelho. Diego Alba teve o registro negado por indícios relacionados a organização criminosa armada. Dinho Dowsley foi barrado por suspeitas de influência da facção Nova Okaida em sua campanha. Dr. Hugo, do Amapá, também teve a candidatura rejeitada por suspeitas de ligação com uma facção. João Drumond foi impedido de disputar após suspeitas de articulação com integrantes do jogo do bicho. Outros candidatos foram barrados por acusações de rachadinha, tráfico, milícia, compra de votos e fraudes em licitações. Entre eles estão Marcos Muller, Mariana de Souza, MC Hulk da Selva e Pastor Everaldo. Também tiveram os registros negados Paulo Lomenha, Paulo Melo, Renato Machado e Ricardo Abrão. Vaguinho Neguinho, Val Ceasa e Vandro Família também foram impedidos de concorrer.

Na Paraíba, Vitor Hugo Castelliano teve a candidatura barrada por suspeitas de ligação política com organização criminosa. Por outro lado, dez candidatos conseguiram autorização para disputar as eleições. Antonio Rueda teve o registro deferido porque não foram identificados indícios de participação direta no crime organizado. Cícero Lucena também foi autorizado, enquanto o Ministério Público recorreu da decisão. Filipe Pereira teve a candidatura liberada pelo TSE após decisão que afastou a caracterização de seu caso como organização paramilitar.
Jamilson Name e Jerson Domingos tiveram os registros autorizados apesar das investigações relacionadas ao jogo do bicho. Junior da Lucinha também foi liberado por falta de indícios precisos de vínculo com organização paramilitar. Márcio Canella, Marcos Dias e Ney Santos igualmente receberam autorização da Justiça Eleitoral. Waguinho foi o 30º candidato citado, com registro mantido por falta de provas diretas. Os casos mostram divergências entre os tribunais sobre o limite entre suspeitas criminais e impedimentos eleitorais. As decisões ainda podem ser questionadas por recursos, de acordo com cada processo. 

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