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domingo, 11 de outubro de 2026

EXTRADIÇÃO DE ZAMBELLI SERÁ APRECIADA EM 29 DE OUTUBRO


A Justiça italiana marcou para 29 de outubro uma audiência para analisar o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SC) ao Brasil. 
O objetivo é permitir que ela cumpra a pena pela condenação no caso de perseguição armada a um homem, em 2022. Na audiência, não será discutida a inocência da ex-parlamentar, mas a legalidade do pedido de extradição, conforme a legislação italiana e os tratados internacionais. Em julho, a Justiça italiana anulou outro processo de extradição, solicitando informações sobre a assistência médica que Zambelli receberia nas prisões brasileiras. A preocupação considerou seu quadro de saúde, que inclui fibromialgia e episódios de desmaio. A defesa sustenta que o novo pedido deve ser rejeitado por falta de garantias processuais e de proteção aos direitos humanos. Os advogados também preparam duas revisões criminais e dois pedidos de exclusão da Interpol.
Segundo a defesa, as condenações brasileiras seriam abusivas e ilegais, motivadas por perseguição política e parcialidade do julgador. A representação jurídica é conduzida por Eduardo Mauricio no Brasil e pelos advogados Pieremilio Sammarco e Alessandro Samarco na Itália. Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. O caso ocorreu em outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, quando ela perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo. Após as decisões judiciais brasileiras, a ex-deputada deixou o país e passou a viver na Itália, onde foi presa durante a tramitação do pedido de extradição.

Em 12 de junho, a Justiça italiana rejeitou um pedido anterior, apontando dúvidas sobre a imparcialidade do julgamento realizado pelo STF. Atualmente, Zambelli está em liberdade na Itália, enquanto o novo pedido de extradição aguarda análise judicial. Em outro processo, ela foi condenada a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo a acusação acolhida pelo STF, Zambelli atuou com o hacker Walter Delgatti Neto para inserir documentos falsos no sistema judicial. Entre eles, havia um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes. A audiência de 29 de outubro deverá avaliar se estão presentes os requisitos legais para a entrega da ex-deputada às autoridades brasileiras. 

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