RÚSSIA BUSCA ASSASSINAR OPOSITOR RUSSO
Garry Kasparov, opositor russo exilado e ex-campeão mundial de xadrez, afirmou ter recebido alertas de segurança sobre risco à sua vida. Segundo ele, os avisos foram feitos por serviços da Lituânia e dos EUA. O jornal espanhol El Mundo informou que agentes russos planejariam seu assassinato. O plano também teria como alvo o ex-parlamentar russo Ilia Ponomarev. Kasparov vive atualmente nos Estados Unidos e atua contra o governo russo. Em 2016, ele fundou o Fórum Rússia Livre com Ivan Tiutrin. A organização promove conferências e se posiciona contra a guerra na Ucrânia. Em 2023, a Rússia classificou o fórum como organização indesejável. Em 2025, a entidade foi incluída em uma lista russa de organizações terroristas. Kasparov disse que tomou medidas de precaução após receber os alertas. Em setembro, os EUA acusaram cinco supostos agentes russos de planejar assassinatos.
O Ministério Público Federal (MPF) no Rio Grande do Sul abriu investigação para apurar se Luciano Huck e a TV Globo infringiram a legislação eleitoral. A apuração envolve a divulgação da plataforma TemMeuVoto, feita ao vivo no Domingão com Huck, em 27 de setembro. O procedimento foi instaurado após representação da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) à Procuradoria-Geral Eleitoral. Durante o programa, Huck apresentou a ferramenta como uma espécie de “tinder eleitoral”. Segundo ele, o eleitor responde a perguntas sobre oito temas e recebe percentuais de alinhamento com candidaturas. A plataforma reúne cerca de 20 mil candidaturas aos cargos de deputado estadual, deputado federal e senador. Huck afirmou que o sistema é apartidário, não indica candidatos nem votos e apenas auxilia na comparação de propostas. A denúncia considera comentários nas redes sociais que questionam os resultados apresentados pela ferramenta. Internautas e políticos afirmaram que os “matches” ocorreriam principalmente com candidatos da direita e extrema-direita. A investigação deverá verificar se a divulgação da plataforma no programa televisivo configurou alguma irregularidade eleitoral. A apuração ocorre poucos dias antes das eleições de 2026 e poderá analisar a conduta da emissora e do apresentador. Em nota, a TemMeuVoto negou favorecer partidos e afirmou adotar metodologia pública e critérios iguais para todas as candidaturas.
A violência política no Brasil registrou 354 episódios entre outubro de 2024 e agosto de 2026. O levantamento aponta uma ocorrência a cada 44 horas, mesmo fora do período eleitoral. O número representa aumento de 18,4% em relação ao período pré-eleitoral anterior. Em 2025, foram registrados 225 casos, o maior número em dez anos de pesquisa. Pessoas com mandatos ou cargos públicos foram vítimas em 96,3% dos episódios. A política municipal concentrou 63% dos casos e a maioria dos ataques letais. Dos 28 ataques com intenção letal, 24 atingiram agentes políticos locais. As mulheres representaram 50,6% das vítimas, embora ocupem 18% das cadeiras legislativas. Ameaças e ofensas foram os tipos de violência mais frequentes no período. Mulheres negras sofreram 22,8% dos episódios e mais da metade das agressões repetidas. O Estado apareceu como agressor em 29,9% dos casos, segundo o estudo. Apesar de 84,5% das ocorrências terem sido denunciadas, apenas 2,5% geraram punição.
Christa Pike, condenada por assassinato em 1995, sobreviveu à tentativa de execução no Tennessee. Segundo seus advogados, ela continuava respirando após receber duas seringas com drogas letais. Testemunhas relataram que Pike ainda tinha batimentos cardíacos e não havia perdido a consciência. Ela foi levada a um hospital próximo para receber atendimento médico. A execução ocorreu após a Suprema Corte dos EUA autorizar sua realização. Horas antes, um tribunal inferior havia suspendido temporariamente o procedimento. A defesa alegou falhas no protocolo, incluindo problemas nas veias e possível deterioração do medicamento. O governador Bill Lee suspendeu outra execução e determinou uma revisão independente do caso. Pike, de 50 anos, seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos. O caso provocou novos debates judiciais sobre a pena de morte e os procedimentos de execução.
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu investigação sobre eventual uso de dinheiro público dos EUA no Brasil. O pedido foi encaminhado à Polícia Federal e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. A iniciativa tem como base reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian. Segundo a matéria, o Departamento de Estado dos EUA teria repassado US$ 1 milhão. Os recursos teriam beneficiado entidades e grupos que atuam no território brasileiro. A verba seria destinada a ações contra supostos excessos judiciais e práticas de censura. Entre os alvos dessas mobilizações estaria o Supremo Tribunal Federal (STF). A AGU afirmou que os recursos poderiam financiar grupos voltados à desestabilização institucional. Os repasses teriam ocorrido por meio do Human Rights and Democracy Fund (HRDF). O dinheiro estaria ligado ao programa “Countering Lawfare and Censorship in Brazil”. O programa teria como objetivo combater supostos abusos judiciais e práticas de censura. A AGU pediu apuração imediata dos fatos e destacou a gravidade das informações divulgadas.
A Universidade de São Paulo (USP) manteve a 2ª posição entre as melhores universidades da América Latina. O ranking é elaborado pela QS Quacquarelli Symonds e foi divulgado nesta quinta-feira (1º). A Pontificia Universidad Católica de Chile permaneceu na liderança regional. O Brasil é o país com maior presença entre as dez melhores universidades. Além da USP, Unicamp, UFRJ e Unesp ocupam, respectivamente, o 3º, 5º e 6º lugares. A USP lidera em indicadores como rede internacional de pesquisa e artigos por docente. A universidade também se destacou pelo impacto na web e obteve nota máxima em reputação. O ranking avaliou 517 instituições de 27 países da América Latina. O Brasil teve 137 universidades classificadas, à frente de Colômbia e México. Quatro instituições brasileiras estão entre as dez melhores e 12 entre as 50. Apesar do destaque, 50 universidades brasileiras caíram no ranking, contra 24 que avançaram. A USP também se destacou mundialmente, ficando em 141º no THE e entre 101º e 150º no ARWU.
Negociação mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho encerrou impasse de mais de 20 anos no BNDES. O acordo reconhece que honorários de sucumbência pertencem aos advogados empregados da instituição. Ao BNDES caberá apenas arrecadar os valores destinados aos profissionais. O entendimento considera que esses recursos não constituem verba pública. O acordo coletivo foi assinado em 29 de setembro, sob supervisão do ministro Caputo Bastos. O Ministério Público do Trabalho também participou das negociações. A Federação Nacional dos Advogados conduziu as tratativas com o Sistema BNDES. Mais de 600 advogados serão beneficiados, incluindo aposentados e descendentes de profissionais. O fundo será formado por valores arrecadados desde 2003 e ainda não distribuídos. O acordo prevê pagamentos referentes aos honorários até 2023. Para os próximos anos, foram definidas regras de arrecadação e distribuição dos recursos. Cada advogado terá limite anual de R$ 21 mil, atualizado pelo IPCA.
Salvador, 1º de outubro de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
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