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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

FIFA PERMITIU JOGADOR INELEGÍVEL NAS ELIMINATÓRIAS


A Fifa teria concluído, em sigilo, que o Congo escalou um jogador inelegível nas Eliminatórias. 
O goleiro Lionel Mpasi havia atuado pelas categorias de base da França. Segundo documentos, a mudança de filiação não foi concluída conforme as regras. Mesmo assim, a entidade permitiu que o Congo continuasse na competição. A seleção precisava vencer a Jamaica para chegar à Copa após 52 anos. O Congo derrotou os jamaicanos e garantiu sua classificação ao Mundial de 2026. A denúncia havia sido apresentada pela Nigéria, eliminada anteriormente pelo Congo. A Fifa rejeitou o caso alegando que a reclamação foi apresentada fora do prazo. Documentos analisados pelo New York Times mostram que havia outras alternativas. Entre elas estavam punir o Congo, beneficiar a Nigéria ou manter o resultado. A entidade também poderia ter aplicado multas ou alterado o confronto decisivo. A Fifa não negou as conclusões da investigação jornalística. A organização afirmou que seus comitês são autônomos e seguem os regulamentos. Também disse que Gianni Infantino não participou das decisões sobre o caso. O episódio amplia os questionamentos sobre a integridade da Copa de 2026. A competição já enfrenta críticas envolvendo política e decisões da entidade. Um caso anterior envolveu a suspensão de um jogador dos Estados Unidos. A punição foi revogada após uma ligação entre Infantino e Donald Trump.

Outro episódio envolve negociações secretas para investimentos em futuros torneios. O conjunto das denúncias aumentou a pressão sobre a gestão de Infantino. A Nigéria sofreu consequências esportivas e políticas após a derrota para o Congo. A crise contribuiu para a renúncia de toda a diretoria da federação nigeriana. O presidente Ibrahim Gusau pediu uma investigação sobre a atuação da Fifa. Casos anteriores mostram que a entidade já puniu seleções por jogadores inelegíveis. Em 2016, a Grécia perdeu por 3 a 0 após escalar atleta irregular. Em 2018, resultados da Bolívia também foram alterados por irregularidade semelhante. O caso congolês também pode afetar a disputa política pela presidência da Fifa.
Infantino busca apoio africano para permanecer no comando da entidade. Seu aliado Véron Mosengo-Omba foi eleito presidente da federação congolesa. Para críticos, a decisão sobre o Congo pode ter interesses políticos envolvidos. Infantino se reunirá com dirigentes africanos e depende desses votos para sobreviver. 

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