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quarta-feira, 8 de abril de 2026

NOVAS INFORAMÇÕES SOBRE O ESCÂNDALO DA CRIPTOMOEDA


O presidente argentino Javier Milei enfrenta um escândalo após promover a criptomoeda $Libra, que disparou de valor e depois colapsou, gerando prejuízos de cerca de US$ 250 milhões a investidores. 
Milei afirmou que apenas divulgou um projeto privado, sem ligação com a moeda, mas novas evidências levantam dúvidas sobre essa versão. Registros telefônicos obtidos por investigadores mostram sete ligações entre Milei e o empresário Mauricio Novelli na noite de 14 de fevereiro de 2025, quando o presidente publicou sobre a criptomoeda na rede X. O conteúdo das chamadas é desconhecido, mas indica proximidade maior do que a admitida publicamente. Mensagens recuperadas sugerem ainda que Milei teria recebido pagamentos regulares de Novelli quando era deputado, embora não haja prova de que aceitou valores ilegais. Milei é citado como pessoa de interesse na investigação, mas não foi formalmente acusado. O caso reacendeu críticas à sua imagem de combate à corrupção, que marcou sua eleição em 2023. Parlamentares da oposição pedem depoimentos de integrantes do governo no Congresso. Segundo investigações, a postagem de Milei impulsionou a valorização inicial da moeda, atraindo investidores. Horas depois, grandes compradores venderam suas posições, provocando a queda abrupta — prática conhecida como “rug pull”. 

Outros envolvidos incluem o consultor americano Hayden Davis, que nega ter lucrado com o projeto. Registros também apontam contatos frequentes de Novelli com assessores próximos de Milei, como Karina Milei e Santiago Caputo. Áudios indicam possíveis pagamentos mencionando Milei e sua irmã, mas o contexto não é claro. Documentos encontrados sugerem negociações financeiras envolvendo empresários e o presidente, sem comprovação de acordos concluídos. Milei chegou a publicar foto com Davis, dizendo que ele o assessorava em blockchain. Após isso, Novelli enviou mensagem dizendo ter fechado “um grande negócio”. A defesa de Novelli questiona a validade das provas, alegando possível adulteração do celular. Aliados de Milei afirmam que o caso é uma tentativa de difamação. Já o promotor do caso defende a condução da investigação e promete seguir apurando os fatos com respeito ao devido processo legal. 

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