O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB) reagiram ao relatório dos EUA que aponta o Pix como barreira comercial. Lula afirmou que nenhum país vai alterar o funcionamento do sistema brasileiro. Segundo ele, o Pix presta um serviço essencial e continuará sendo aprimorado. O presidente destacou que a ferramenta é do Brasil e atende à população. A fala ocorreu durante visita às obras do VLT em Salvador. O relatório foi publicado pelo escritório comercial da Casa Branca (USTR). O documento critica o que chama de tratamento preferencial ao Pix. Para os EUA, isso prejudicaria empresas americanas de pagamentos. Alckmin minimizou as críticas e disse que não há preocupação. Ele afirmou que o Pix é um sucesso reconhecido mundialmente. Destacou ainda o custo zero e a rapidez das transações. O vice falou durante café com jornalistas no MDIC. O relatório também cita a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo o USTR, o Brasil aplica tarifa de 60% sobre importações. Além disso, há limites anuais para compras internacionais.
Alckmin disse que já defendeu a medida no passado. Segundo ele, a intenção é proteger empregos no país. A indústria têxtil e de confecção foi citada como exemplo. Ele afirmou que o produto nacional paga mais impostos. Enquanto isso, importados de até US$ 50 têm carga menor. O vice destacou a necessidade de concorrência justa. O relatório também critica regras sobre mercados digitais. Inclui proposta que amplia poderes do Cade. Alckmin disse que a regulação atual é limitada. Citou o ECA Digital, voltado à proteção infantil. Ele reforçou que o Brasil não é problema para os EUA. Lembrou que os americanos têm superávit com o país. E defendeu ampliar diálogo, investimentos e cooperação bilateral.
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