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quarta-feira, 1 de abril de 2026

TRUMP MOSTRA-SE IMPACIENTE COM APOIO EUROPEU


Impaciente com a falta de apoio europeu, o presidente Donald Trump afirmou ontem, 31, que os EUA podem se retirar do conflito no Estreito de Ormuz em “uma ou duas semanas”. 
Trump criticou aliados como o Reino Unido e a França por não ajudarem a liberar o fluxo de petróleo bloqueado pelo Irã. Segundo ele, os EUA já cumpriram “a parte mais difícil” da operação e agora cabe aos europeus garantirem seus próprios interesses energéticos. O presidente chegou a ironizar o poder naval britânico e atacou decisões do governo francês, como o fechamento do espaço aéreo para voos ligados à guerra. Em sua rede Truth Social, Trump disse que os países europeus precisam “aprender a lutar por si mesmos”. Ele também afirmou que o Irã foi “essencialmente dizimado” após os ataques iniciais. As declarações aumentam a tensão dentro da OTAN, já fragilizada pela recusa europeia em participar diretamente do conflito. Especialistas avaliam que os danos à aliança podem ser duradouros, já que a Otan é uma organização de caráter defensivo. Na Casa Branca, Trump voltou a dizer que os objetivos militares foram alcançados, incluindo o enfraquecimento do programa nuclear iraniano. Ele também citou a redução da capacidade de mísseis de longo alcance do país. Apesar disso, recuou da meta inicial de derrubar o regime iraniano. A possibilidade de invasão terrestre também foi deixada de lado. Ainda assim, Trump indicou que restam apenas ações finais antes do encerramento da operação.

Analistas apontam que o presidente pode tentar vender a saída como uma vitória política interna. O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, segue como aliado central na ofensiva. No entanto, há dúvidas sobre a capacidade israelense de sustentar a guerra sem apoio direto dos EUA. Israel depende de suporte logístico e reabastecimento aéreo americano. Também poderia precisar de tropas em solo, o que complica o cenário. Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o país quer encerrar o conflito. Ele condiciona o fim da guerra a garantias de que novos ataques não ocorrerão. Teerã nega negociações diretas com Washington. As conversas ocorrem apenas por meio de intermediários. O impasse mantém o risco de instabilidade no Golfo. A região é estratégica para o comércio global de petróleo. A eventual saída dos EUA pode alterar o equilíbrio militar no local. E também aumentar a pressão sobre aliados europeus. 

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