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sexta-feira, 3 de abril de 2026

TRUMP, O "GUERRILHEIRO"


O presidente Donald Trump, diferentemente dos outros governantes que lhe antecederam, tornou-se candidato republicano por imposição e não por escolha livre dos seus pares. Na sequência, comprou o cargo de presidente, com ajuda substancial de Elon Musk e de outros grandes empresários. Os democratas mostraram-se sem força e sem disposição para questionar a chegada de Trump na Casa Branca e preferiram não acreditar na Justiça local, composta, na sua grande maioria por conservadores. Trump desembarcou na Casa Branca e mostrou seu propósito de "guerrilheiro". Desde que assumiu o cargo, apesar de promessa de que não se envolveria com guerras, mostrou seu instinto animalesco e passou a usar a força para perseguir, prender ou destituir governos eleitos pelo povo, a exemplo da Venezuela. Junto a isso impôs verdadeira guerra comercial, modificando a economia global. Até 2028, quando se encerra seu mandato, muitos dissabores viverão o mundo com o governo imprevisível e destrambelhado de Donald Trump.

Trump teve a ousadia de rebatizar o Golfo do México de Golfo da América ou de impor controles sobre a Groenlândia e sobre o Canal do Panamá, além de anunciar o Canadá como o "51º Estado americano". Esse posicionamento do presidente insere-se como o maior golpe à soberania dos países. Ele levantou o véu da irresponsabilidade e do desrespeito aos seus próprios parceiros, quando iniciou com a imposição de tarifas, sem nenhuma aparência de legalidade, não respeitando nem mesmo os países amigos ou pretensos inimigos, como é o caso da China. A reconstrução da Europa, após a guerra, com o plano Marshall está sendo desmontada pelo presidente americano. O desentendimento e até a manifestação de acabar com a aliança militar Otan, responsável pela segurança do continente, situa-se na maior sinalização do afastamento dos Estados Unidos da Europa. Esse tratado é mantido com substancial recursos americano, mas Trump mostra-se propenso a acabar com esse cenário, provocando seu afastamento da Otan.    

O analista Stefan Wolff entende que a Europa continua dependendo dos Estados Unidos, mas com o tempo esse panorama poderá mudar, tornando o continente europeu um dos grandes centros de poder, porque já inserido entre os três China, Europa e Estados Unidos. Trump insurge-se contra a globalização e quer levar para os Estados Unidos a produção de tudo o que o país precisa. É o caso dos iPhones produzidos na China e vendidos nos Estados Unidos. A tarifa de 140% para importação anunciada por Trump tornou-se impossível não se consumando porque os preços desse produto, iPhones, alcançariam valores inimagináveis, nos Estados Unidos. O percentual de 80% dos iPhones, vendidos nos Estados Unidos, são produzidos na China e os outros 20% na Índia, segundo reportagem da BBC. Enfim, o presidente americano quer mudar a ordem estabelecida desde a guerra de oitenta anos atrás e isso, certamente, provocará estremecimento entre a relação com os países amigos. 

Salvador, 3 de abril de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.   

tinue lendoédito,

da foto

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