A maior operação militar dos Estados Unidos na América Latina desde a invasão do Panamá, em 1989, gerou forte reação internacional. A captura do líder venezuelano Nicolás Maduro foi amplamente condenada por governos da América do Sul, com exceção do presidente argentino Javier Milei, que apoiou a ação. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e líderes como Gustavo Petro, da Colômbia, classificaram a intervenção como uma violação da soberania e do princípio da autodeterminação dos povos. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, citou a Carta da ONU para condenar o uso da força. A Organização das Nações Unidas declarou-se “profundamente alarmada” e alertou para um precedente perigoso, anunciando uma reunião do Conselho de Segurança, embora sem expectativa de resolução devido ao veto dos EUA.
No Chile, Gabriel Boric pediu uma solução pacífica e rejeitou a ingerência estrangeira, enquanto o presidente eleito José Antonio Kast criticou Maduro, mas mencionou o respeito ao direito internacional. Em Cuba, Miguel Díaz-Canel acusou os EUA de “terrorismo de Estado” e conclamou a união latino-americana. Na Europa, as reações foram cautelosas. Emmanuel Macron defendeu uma transição política na Venezuela, enquanto líderes da União Europeia pediram moderação. Rússia e China condenaram duramente a ação militar. Nos Estados Unidos, opositores de Donald Trump criticaram a intervenção, e protestos ocorreram em Nova York contra a prisão de Maduro.
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