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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

LICENÇA REMUNERADA PARA COMBATER A SOLIDÃO

Quando a Licença Remunerada pode ser solicitada pelo colaborador?Funcionários de uma grande rede de farmácias da Suécia recebem licença remunerada para passar tempo com amigos, em iniciativa para combater a solidão. O projeto-piloto Friendcare, da Apotek Hjärtat, conta com 11 participantes. Uma delas é Yasmine Lindberg, 45 anos, funcionária em Kalmar, no sul do país. Ela relata cansaço e falta de energia para manter amizades após o trabalho. Separada há quatro anos, diz sentir-se solitária e menos incluída socialmente. Desde abril, o programa garante 15 minutos semanais pagos para cultivar amizades. O tempo pode ser usado para ligações, mensagens ou encontros presenciais. Yasmine afirma sentir-se mais feliz e estimulada a sair do isolamento digital. Os participantes recebem ainda 1.000 coroas suecas para atividades sociais. Há também treinamento online sobre como reconhecer e lidar com a solidão. A CEO Monica Magnusson diz que a ideia surgiu de parceria com a ONG Mind. Conversas curtas e significativas já mostraram reduzir o isolamento de clientes.

A empresa quis testar efeitos semelhantes entre os funcionários. O projeto inspira-se no benefício sueco de bem-estar físico, o “friskvård”. Aqui, o foco é saúde emocional e fortalecimento de vínculos sociais. A iniciativa coincide com a nova estratégia nacional contra a solidão. O governo sueco vê o problema como questão de saúde pública e econômica. Pesquisas ligam a solidão a doenças cardíacas e maior mortalidade. Cerca de 14% dos suecos dizem sentir-se solitários com frequência. Dados oficiais mostram que 8% dos adultos não têm amigos próximos. Especialistas citam fatores culturais, clima e moradia individual. Mais de 40% das casas no país têm apenas um morador. Resultados iniciais indicam maior satisfação com a vida dos participantes. O governo acompanha o projeto, mas sem prometer incentivos fiscais. Outras grandes empresas já demonstraram interesse na iniciativa. Projetos semelhantes surgem em outras regiões do país. Psicólogos veem potencial, mas defendem mais estudos estruturais. Desigualdade, desemprego e urbanismo também influenciam a solidão. 

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