O advogado Barry Pollack contestou, em documento enviado ao juiz Alvin Hellerstein, a suposta interferência de Bruce Fein na defesa de Nicolás Maduro em Nova York. Pollack afirmou que Maduro não conhece Fein, nunca falou com ele nem o contratou. Fein respondeu que entrou no caso de boa-fé, a pedido de pessoas próximas a Maduro, incluindo familiares, que desconfiavam da equipe inicial. Disse não ter recebido pagamento nem promessa de honorários. Ao juiz, Fein alegou que Maduro foi detido em circunstâncias extraordinárias e confusas, em processo estrangeiro e em outra língua. Pediu que o magistrado ouça Maduro em privado para confirmar sua vontade. Fein afirmou que se retirará do caso se o réu não quiser sua atuação. Outro advogado, David Wikstrom, disse ter sido nomeado dativo, mas dispensado após a chegada de um advogado particular. Na audiência preliminar, Maduro se declarou inocente das acusações de narcotráfico e narcoterrorismo. Sua esposa, Cilia Flores, fez o mesmo em audiência separada.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2026
ADVOGADOS DISPUTAM PATROCÍNIO DE MADURO, NOS EUA
Pollack indicou que a principal tese da defesa será a imunidade soberana de chefes de Estado.
Segundo ele, tribunais dos EUA não teriam jurisdição sobre o caso. A defesa citou precedente da Suprema Corte de 1812 que reconhece imunidade a soberanos estrangeiros. Também alegará que a captura de Maduro foi um “rapto ilegal”, em violação ao direito internacional. Serão questionados precedentes sobre uso de força militar e extradição. A credibilidade de colaboradores do governo americano também será contestada. A estratégia inclui atrasar o processo, à espera de mudanças políticas. A próxima audiência está marcada para 17 de março. A defesa evita pedir fiança agora, por considerar baixa a chance de concessão. Procuradores alegam risco de fuga e gravidade das acusações.
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