As declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre María Corina Machado causaram surpresa e desconforto na oposição venezuelana. Ao comentar a prisão de Nicolás Maduro, Trump afirmou que os Estados Unidos irão administrar a Venezuela, mencionando uma “transição”, mas sem citar eleições ou o papel da oposição. Os opositores afirmam que venceram as eleições de 28 de julho de 2024, com base em 85% das atas eleitorais, e denuncia fraude após Maduro ser proclamado vencedor sem divulgação oficial dos resultados. Com a ausência de Maduro, Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina, conforme a Constituição, sendo vista como aliada fiel do chavismo. Corina Machado acusou Rodríguez de envolvimento em repressão, corrupção e alianças com Rússia, China e Irã, afirmando que ela não tem apoio popular nem credibilidade internacional. Apesar de elogiar Trump, analistas destacam que ele nunca reconheceu Corina como líder, sendo Marco Rubio o principal interlocutor dos EUA.
Rubio afirmou que as decisões atuais seguem uma lógica pragmática, focada na estabilidade e em interesses estratégicos, especialmente o petróleo venezuelano. Para especialistas, os EUA apostam em uma transição controlada internamente, possivelmente liderada por Delcy Rodríguez. Embora Maduro tenha deixado o poder, a transição democrática desejada pela oposição ainda não ocorreu. Corina Machado e Edmundo González seguem no exílio, mantendo sua liderança principalmente pelas redes sociais.
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