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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

BRASILEIRO É FORÇADO A SERVIR EXÉRCITO RUSSO

Brasileiro de Roraima é atraído com promessa de emprego como motorista na  Rússia e acaba obrigado a servir no Exército, diz família Marcelo Alexandre  da Silva Pereira, de 29 anos, saiu deA família do brasileiro Marcelo Alexandre da Silva Pereira, de 29 anos, afirma que ele foi atraído para a Rússia por uma proposta de trabalho como motorista. Ao chegar ao país, porém, teria sido obrigado a servir no Exército russo. Os parentes pedem ajuda do governo brasileiro para trazê-lo de volta a Roraima. Marcelo vivia em Boa Vista com a esposa grávida e três filhos pequenos. O Itamaraty informou que a Embaixada do Brasil em Moscou acompanha o caso e presta assistência consular ao cidadão brasileiro. A esposa, Gisele Pereira, suspeita que Marcelo seja vítima de tráfico humano. Segundo ela, a promessa era de emprego civil, não militar. Ao perceber a situação, ele pediu ajuda para retornar ao Brasil. Em mensagens, Marcelo relatou dificuldade de comunicação e disse que autoridades russas ignoraram seus pedidos de saída. A Rússia está em guerra com a Ucrânia desde fevereiro de 2022. A embaixada brasileira já alertou sobre riscos do alistamento de brasileiros. Marcelo chegou a Moscou em 3 de dezembro e afirma ter sido forçado a assinar contrato militar no dia 9. Ele não tem experiência militar nem fala russo ou inglês. A proposta teria sido feita por um amigo brasileiro de Boa Vista. O passaporte e a passagem foram providenciados por uma empresa de assessoria. Essa empresa se apresenta nas redes como intermediária para o Exército russo.

A família acredita que haja pagamento para aliciar brasileiros. A mãe só soube da viagem quando Marcelo já estava em São Paulo. No contrato em russo, ele aparece como atirador com fuzil AK-74. A família desconhece salário e diz que ele não recebeu dinheiro. O cartão bancário teria ficado com a empresa intermediária. Atualmente, Marcelo estaria em Luhansk, em treinamento militar. Ele mantém contato esporádico com a esposa por Telegram. Em todas as mensagens, afirma que quer voltar para casa. Gisele procurou o Itamaraty, que informou que pedirá a extradição. A família pede intervenção das autoridades brasileiras.


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