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O presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu decisão do TJ/SP que determinava a interrupção do pagamento do adicional de periculosidade aos guardas civis metropolitanos de São Paulo. A decisão foi tomada na Suspensão de Liminar 1.870. Fachin entendeu que a cessação imediata da verba poderia causar grave lesão à ordem administrativa e comprometer a gestão da segurança pública local. A controvérsia envolve a lei municipal 17.812/22, que autorizou o pagamento do adicional em conjunto com o regime remuneratório por subsídio. O valor corresponde a 50% do menor padrão de vencimento do quadro geral da prefeitura. O procurador-geral de Justiça do Estado ajuizou ADI no TJ/SP, argumentando que o adicional configuraria pagamento em duplicidade, pois o risco seria inerente às funções do cargo. Também apontou violação aos princípios da moralidade e razoabilidade.
Um ataque com drones atribuído à Ucrânia danificou a infraestrutura portuária e um gasoduto em uma área residencial do porto de Tuapse, no mar Negro, informou a administração regional russa ontem, 30. Segundo as autoridades, não houve feridos. Equipes de emergência foram mobilizadas para reparar os danos. O quartel-general operacional da região de Krasnodar afirmou que o cais do porto foi atingido. Moradores relataram explosões e um incêndio durante a noite. Canais russos no Telegram e veículos ucranianos divulgaram imagens que indicam um grande incêndio à distância. A Ucrânia não comentou oficialmente o ataque, e a Reuters não conseguiu verificar de forma independente os danos.
Tuapse é um dos principais portos russos para produtos petrolíferos no mar Negro, ligado à refinaria da Rosneft, com capacidade de processar cerca de 240 mil barris por dia. O porto e a refinaria já foram alvos repetidos de drones ucranianos. No mesmo dia, a Ucrânia lançou ataques com drones contra Moscou, o oeste da Rússia e a Crimeia. Segundo Moscou, uma pessoa ficou ferida perto da capital, e 27 drones foram derrubados em três horas. Autoridades russas também relataram um corte de energia nos arredores de Moscou por falha técnica, afetando cerca de 100 mil pessoas, sem indícios de ligação com a Ucrânia.
Uma análise da BBC mostra que, nos últimos dez meses, as perdas russas na guerra da Ucrânia cresceram mais rapidamente do que em qualquer outro período desde a invasão de 2022. Em 2025, sob pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para negociações de paz, houve aumento de 40% nos obituários de soldados russos em relação ao ano anterior. A BBC confirmou quase 160 mil mortos do lado russo, mas especialistas estimam que esse número represente apenas 45% a 65% do total. Assim, as mortes reais podem variar entre 243 mil e 352 mil combatentes. Os obituários indicam mudanças na intensidade dos combates ao longo do tempo. Em 2025, os registros cresceram após contatos diretos entre Trump e Vladimir Putin. Picos ocorreram em agosto, após encontro no Alasca, e em outubro e novembro, durante tentativas de negociação de paz. Nesse período, a média chegou a 322 obituários diários, o dobro de 2024. O Kremlin vê ganhos territoriais como forma de pressionar negociações com os EUA. O caso de Murat Mukashev ilustra essa dinâmica. Ativista crítico de Putin, ele foi preso e condenado, recebendo proposta para se alistar. Uma lei permite anular condenações mediante serviço militar. Mukashev aderiu esperando um acordo rápido de paz, mas morreu em combate em junho de 2025.CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
FIFA: INGRESSOS A R$ 48 MIL
DESEMPREGO: MENOR ÍNDICE DE 5,2%
O Kennedy Center, principal sala de espetáculos de Washington, foi rebatizado como Trump-Kennedy Center. A decisão, por unanimidade, originou-se do conselho, nomeado por Trump; chama a atenção o fato de sair em primeiro lugar o nome de Trump. O presidente americano copia práticas antigas romanas, quando buscava-se retirar o nome atual e propunha o imperador do momento. George Orwell assegurava que quem controla o presente controla o passado. Trump não apaga completamente, mas acrescenta — apropriando-se do passado para se coroar no presente. É a privatização simbólica do espaço público. O método ecoa práticas recentes no Ocidente: derrubar estátuas, rebatizar ruas, “descolonizar” currículos e reescrever obras para agradar sensibilidades atuais. Quem condena Trump, mas aplaudiu esse vandalismo, precisa rever a coerência.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os Estados Unidos ofereceram garantias de segurança por 15 anos durante negociações de um plano de paz revisado com Donald Trump. A reunião ocorreu no domingo (28/12), na Flórida. Trump disse que esse ponto do acordo está 95% definido. Zelensky, porém, defende garantias mais longas, de até 50 anos. Para ele, sem garantias, a guerra não pode ser considerada encerrada. Segundo o líder ucraniano, o acordo geral está cerca de 90% concluído. As principais pendências envolvem territórios ocupados e a usina de Zaporizhzhia. A Rússia controla grande parte de Donetsk e quase toda Luhansk, no Donbas. Trump disse que a questão territorial ainda não foi resolvida, mas avançou. O Kremlin voltou a exigir a retirada das tropas ucranianas da região.
A oposição no Congresso articula nova ofensiva para tentar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, usando como principal argumento o caso do Banco Master. Parlamentares realizaram uma coletiva no Salão Verde da Câmara para pressionar o Legislativo a agir contra o magistrado. Segundo oposicionistas, Moraes teria exercido suposta pressão sobre o Banco Central em favor do banco. O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), afirmou que o país vive desrespeito à Constituição e citou mais de 30 pedidos contra o ministro. O senador Magno Malta (PL-ES) classificou o cenário como “ditadura judicial” e cobrou reação do Senado. O novo pedido reúne cerca de 110 assinaturas de deputados e 14 de senadores, com meta de ampliar o apoio e alcançar números recordes. A oposição também planeja criar uma CPMI do Banco Master.
Especialistas, porém, avaliam que o pedido carece de materialidade e provas concretas, sendo visto como disputa política ligada à atuação de Moraes em processos contra a trama golpista. O advogado Daniel Vila-Nova afirma que há apenas narrativas públicas, sem fundamentos jurídicos sólidos, e lembra que já existem mais de 80 pedidos no Senado. Ele destaca que admitir um pedido durante o recesso, com indícios frágeis, teria caráter político e poderia gerar grande instabilidade institucional. Para Vila-Nova, o embate tem viés pré-eleitoral visando 2026. Já Guilherme Gonçalves, da Abradep, reconhece a necessidade de esclarecimentos, mas entende que o impeachment só se justifica em casos gravíssimos, com provas incontestáveis. Para ele, há forte componente eleitoral e risco de uso político do instrumento, embora isso faça parte das imperfeições da democracia.