Enquanto os trabalhadores experientes continuam valorizados, os novos contratados precisam apresentar competências como pensamento sistêmico e capacidade de liderança. No serviço público federal, aproximadamente 104 mil cargos, equivalentes a 20% do total, apresentam elevada possibilidade de automação, sobretudo nas áreas administrativas, de saúde e educação. Como a estabilidade impede demissões em massa, a redução do quadro deverá ocorrer gradualmente, principalmente pela não reposição de servidores aposentados. Outro problema é a falta de profissionais especializados em tecnologia e a idade média dos servidores, próxima de 50 anos. A modernização exigirá investimentos em capacitação e governança algorítmica. No cenário internacional, a inteligência artificial, a transição ecológica e as disputas geopolíticas aumentam a necessidade de políticas públicas preventivas. A qualificação profissional e a regulamentação tecnológica tornaram-se prioridades para os países, inclusive por razões de segurança nacional.

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