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quarta-feira, 27 de maio de 2026

CAROLINA DO SUL E ALABAMA ROMPEM COM O PARTIDO


A pressão de Donald Trump para que estados republicanos redesenhem distritos eleitorais antes das eleições de meio de mandato sofreu dois reveses ontem, 26, na Carolina do Sul e no Alabama. Na Carolina do Sul, senadores republicanos romperam com o partido e votaram com democratas para barrar um novo mapa que enfraquecia o distrito representado desde 1992 por James ClyburnNo Alabama, um painel de juízes federais suspendeu um mapa republicano que eliminava um dos dois distritos com grande população negra. Segundo os magistrados, houve discriminação intencional contra eleitores negros. A ofensiva republicana ganhou força após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que enfraqueceu a Lei dos Direitos do Voto, legislação criada nos anos 1960 para impedir mudanças eleitorais prejudiciais a minorias raciais. Apesar das derrotas, republicanos ainda avançam em estados como Texas, Flórida, Tennessee, Missouri, Carolina do Norte e Ohio, buscando ampliar a estreita maioria do partido na Câmara dos Representantes. Hoje, os republicanos controlam 217 cadeiras e contam com o apoio frequente de um deputado independente para manter a maioria simples da Casa.

Nos EUA, não existe regra constitucional que imponha prazo mínimo para mudanças eleitorais entrarem em vigor antes das eleições, ao contrário do Brasil, cuja Constituição exige antecedência mínima de um ano. Na Carolina do Sul, a proximidade das primárias ajudou a derrubar o novo mapa. Alguns eleitores já começaram a votar antecipadamente. O senador republicano Richard Cash afirmou que não aceitaria interromper uma eleição já em andamento. Já o senador Tom Davis criticou a rapidez do processo e disse que o mapa foi elaborado sem debate adequado. Enquanto isso, no Tennessee e na Flórida, decisões judiciais mantiveram mapas eleitorais favoráveis aos republicanos. Nos EUA, deputados são eleitos por distritos eleitorais, definidos pelos estados de acordo com a população. O redesenho desses distritos, controlado em muitos casos pelos Legislativos estaduais, tem forte impacto político e pode favorecer democratas ou republicanos conforme a distribuição dos eleitores.

 

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