A inteligência artificial (IA) promete revolucionar a ciência, mas seu uso crescente também levanta preocupações sobre a confiabilidade das pesquisas. A empresa Basecamp Research coleta bilhões de genes para desenvolver uma IA capaz de compreender a linguagem da biologia. A iniciativa segue a estratégia das empresas que utilizam grandes volumes de dados para treinar modelos de inteligência artificial. Recentemente, a OpenAI anunciou ter resolvido um complexo problema matemático relacionado às equações de Navier-Stokes. O anúncio provocou questionamentos de pesquisadores sobre a possível utilização de informações de trabalhos armazenados em ferramentas da empresa. A OpenAI negou que tenha acessado ou utilizado pesquisas de outros cientistas. O episódio evidencia um problema crescente: a IA pode comprometer a confiança na originalidade e na precisão das descobertas científicas. Outro risco são as chamadas alucinações, quando sistemas inventam informações, referências e resultados inexistentes. Apesar disso, a tecnologia já demonstrou enorme potencial, como no desenvolvimento do AlphaFold, do Google DeepMind. Em 2020, o sistema conseguiu prever a estrutura tridimensional de 200 milhões de proteínas, trabalho que exigiria milhões de anos de experimentos. A descoberta revolucionou a biologia e rendeu o Prêmio Nobel de Química aos responsáveis pelo projeto. Entretanto, outros resultados da IA são questionados por exagerarem a importância de descobertas ou apresentarem materiais pouco inovadores.
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domingo, 1 de novembro de 2026
A IA PODE COMPROMETER A CONFIANÇA NAS DESCOBERTAS CIENTÍFICAS
A inteligência artificial (IA) promete revolucionar a ciência, mas seu uso crescente também levanta preocupações sobre a confiabilidade das pesquisas. A empresa Basecamp Research coleta bilhões de genes para desenvolver uma IA capaz de compreender a linguagem da biologia. A iniciativa segue a estratégia das empresas que utilizam grandes volumes de dados para treinar modelos de inteligência artificial. Recentemente, a OpenAI anunciou ter resolvido um complexo problema matemático relacionado às equações de Navier-Stokes. O anúncio provocou questionamentos de pesquisadores sobre a possível utilização de informações de trabalhos armazenados em ferramentas da empresa. A OpenAI negou que tenha acessado ou utilizado pesquisas de outros cientistas. O episódio evidencia um problema crescente: a IA pode comprometer a confiança na originalidade e na precisão das descobertas científicas. Outro risco são as chamadas alucinações, quando sistemas inventam informações, referências e resultados inexistentes. Apesar disso, a tecnologia já demonstrou enorme potencial, como no desenvolvimento do AlphaFold, do Google DeepMind. Em 2020, o sistema conseguiu prever a estrutura tridimensional de 200 milhões de proteínas, trabalho que exigiria milhões de anos de experimentos. A descoberta revolucionou a biologia e rendeu o Prêmio Nobel de Química aos responsáveis pelo projeto. Entretanto, outros resultados da IA são questionados por exagerarem a importância de descobertas ou apresentarem materiais pouco inovadores.
FORMA COISA JULGADA A PARTE DA SENTENÇA NÃO CONTESTADA
No processo penal, o tribunal só pode julgar os pontos expressamente questionados em recurso. Os capítulos da sentença não contestados tornam-se imutáveis, formando coisa julgada. Com esse entendimento, a 3ª Câmara Criminal do TJ-SC anulou parte da condenação de um policial civil. O tribunal reconheceu que a reforma da sentença ultrapassou os limites do recurso e foi mantida a condenação por peculato digital, crime cometido por funcionário público que insere dados falsos em sistemas. Segundo o Ministério Público, o policial participava de um esquema de fraude envolvendo veículos. Dois homens compravam automóveis em leilões de seguradoras por preços abaixo do mercado e depois, revendiam os veículos a terceiros por valores superiores. O policial, supervisor da Ciretran, utilizava sua função para ocultar a procedência dos automóveis de por meio do sistema informatizado, retirava restrições de sinistro e indenização dos documentos. Na primeira instância, a Justiça de Concórdia reconheceu a prescrição das acusações, extinguindo a punibilidade de todos os envolvidos. O Ministério Público recorreu e conseguiu reverter a sentença e condenar o policial pelos três crimes. A pena foi fixada em 14 anos, nove meses e seis dias de prisão, além de 88 dias-multa. Posteriormente, a acusação também pediu aumento da pena e a defesa alegou prescrição retroativa. Os corréus recorreram, sustentando que os crimes de associação criminosa e falsidade ideológica já estavam alcançados pela coisa julgada.
DESENTENDIMENTO ENTRE UNIVERSITÁRIOS DE MARINGÁ
A UniCesumar, de Maringá (PR), expulsou estudantes de Medicina envolvidos em mensagens ofensivas contra colegas bolsistas, com referências ao nazismo. Os ataques foram dirigidos a alunos que ingressaram na universidade por programas sociais, como o ProUni. As mensagens foram compartilhadas em grupos de WhatsApp após o resultado das eleições de 2026, que reelegeram Lula à Presidência. A universidade concluiu, em 30 de outubro, uma sindicância interna e decidiu aplicar desligamentos, advertências e suspensões, conforme a gravidade das condutas. A instituição, porém, não revelou quantos estudantes receberam cada punição. Em uma das mensagens, um aluno afirmou que quem paga mensalidade é superior a quem conquistou a vaga por meio de programas sociais. Outro escreveu que os estudantes pagantes trabalharam para ter condições de desembolsar R$ 15 mil mensais. Uma aluna reagiu às ofensas, lembrando que todos receberão a mesma formação e poderão obter registro profissional para exercer a Medicina. Além dos ataques aos bolsistas, foram compartilhadas imagens e expressões associadas ao nazismo e à supremacia branca, incluindo fotografias do Exército nazista. O Ministério Público Federal (MPF) confirmou ter recebido denúncia e informou que investiga o caso.
MANIFESTAÇÕES ESTUDANTIS NA FRANÇA
Os protestos acontecem em meio às dificuldades econômicas francesas. O PIB recuou 0,1% no terceiro trimestre, contrariando a previsão de crescimento de 0,1%. Na Alemanha, dezenas de milhares de pessoas também foram às ruas, lideradas por jovens que reivindicam educação de qualidade e redução do custo de vida. As manifestações nos dois países integram uma onda de mobilizações da geração Z em diferentes partes da Europa. Na Sérvia, movimentos estudantis contribuíram para a derrota eleitoral do líder que governava o país havia anos. Na Alemanha, o grupo Gen Z regelt organizou protestos em 34 cidades, incluindo Berlim, Frankfurt e Munique. Os jovens se posicionam contra o serviço militar obrigatório e defendem maiores investimentos na educação. Embora os organizadores esperassem 182 mil participantes, a polícia estimou aproximadamente 18 mil manifestantes nas três principais cidades. As autoridades informaram que os atos foram, em sua maioria, pacíficos, mas alertaram para tentativas de grupos extremistas de explorar o movimento.



