Cuba sofreu ontem, 6, seu terceiro apagão nacional de 2026, agravando a crise energética que atinge a ilha e deixando milhões de pessoas sem eletricidade. A empresa estatal Unión Eléctrica (UNE) informou que houve uma desconexão total do sistema elétrico nacional e disse investigar as causas. Hospitais e outros serviços essenciais continuaram sendo atendidos, mas Havana tinha apenas 1% da demanda de energia suprida no fim da tarde. Este foi o oitavo apagão nacional desde o fim de 2024. A população já enfrenta cortes prolongados de energia, que chegam a 30 horas seguidas em partes da capital e a mais de 70 horas em áreas rurais. Moradores relatam que convivem diariamente com poucas horas de eletricidade, o que prejudica o trabalho, o acesso à internet e atividades básicas. O sistema elétrico cubano depende de usinas antigas e enfrenta escassez de combustível. Desde janeiro, o governo dos Estados Unidos endureceu restrições ao fornecimento de petróleo para a ilha, agravando a crise.
O bloqueio, somado às sanções econômicas, ampliou a falta de alimentos, água potável e medicamentos. Algumas cirurgias foram suspensas, e a ONU já alertou para uma emergência humanitária. Enquanto Washington cobra reformas políticas e econômicas mais profundas, o governo cubano afirma que manterá seu modelo político e resiste às pressões externas. As negociações entre os dois países seguem sem avanços.
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