Em um tribunal lotado de Los Angeles, o advogado Mark Lanier empilhou blocos infantispara abrir um julgamento sobre vício em tecnologia. “Este caso é fácil como ABC”, disse ele.
“Vício, cérebro, crianças.” A ação foi movida por K.G.M., hoje com 20 anos, contra a Meta (Instagram) e o YouTube. Ela acusa as empresas de projetarem plataformas viciantes que lhe causaram danos pessoais. Segundo Lanier, os apps funcionam como “cassinos digitais”, com rolagem infinita e recomendações algorítmicas. Executivos saberiam dos riscos, mas priorizaram engajamento. “Eles não queriam usuários, queriam viciados”, afirmou. A Meta rebateu dizendo que os problemas de K.G.M. decorrem de abuso e conflitos familiares, não do uso de redes sociais.
O caso testa uma teoria jurídica inédita, que compara redes sociais a tabaco e jogos de azar.
Milhares de ações semelhantes foram movidas nos EUA. Governos também reagiram ao tema. A Austrália proibiu redes para menores de 16 anos, e Europa e outros países impuseram limites. Documentos internos exibidos ao júri mostrariam que empresas conheciam efeitos nocivos. Alguns comparavam produtos a máquinas caça-níqueis. A defesa citou históricos médicos e traumas familiares. O julgamento deve durar até oito semanas. Executivos como Mark Zuckerberg devem depor.
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