quarta-feira, 25 de março de 2026

EX-GOVERNADOR É INELEGÍVEL


O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi declarado inelegível até 2030 após derrota por 5 a 2 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele foi condenado por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. 
Mesmo com planos de disputar o Senado pelo PL, com apoio de Flávio Bolsonaro, a decisão pode inviabilizar a candidatura. Para concorrer, Castro teria de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e obter autorização para disputar sub judice. Também foram condenados o deputado Rodrigo Bacellar e o ex-presidente da Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes. Já Tiago Pampolha, então vice na chapa, também foi citado no caso. O grupo foi acusado de usar a Ceperj e a Uerj para criar mais de 27 mil cargos comissionados irregulares. O objetivo seria empregar cabos eleitorais e fortalecer a reeleição em 2022. Votaram a favor de Castro os ministros Nunes Marques e André Mendonça. Já a relatora Isabel Gallotti foi acompanhada por Cármen Lúcia, Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques Neto e Estela Aranha.

Para a maioria, houve uso indevido da máquina pública, configurando abuso de poder político e econômico. Após a decisão, Castro afirmou nas redes sociais que recorrerá e criticou o julgamento. Disse que as acusações são anteriores ao período eleitoral e não influenciaram sua votação. Ele também lembrou que havia sido absolvido pelo TRE-RJ em 2024. A presidente do TSE, Cármen Lúcia, destacou a gravidade do caso e lamentou novos escândalos envolvendo governantes do Rio. Segundo ela, ficou comprovada a manipulação da máquina pública para obtenção de vantagem eleitoral. Já Nunes Marques argumentou que não houve prova de impacto das irregularidades no resultado da eleição. André Mendonça reconheceu problemas, mas disse não haver provas suficientes da participação direta de Castro. 

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