domingo, 1 de novembro de 2026

MANIFESTAÇÕES ESTUDANTIS NA FRANÇA


Quase 500 mil pessoas participaram de manifestações no sábado, 31, em toda a França, incluindo 200 mil em Paris, segundo organizações juvenis e sindicatos. O Ministério do Interior, porém, estimou 320 mil participantes no país, sendo 70 mil na capital. Mais de 290 pessoas foram presas. Os protestos começaram com estudantes do ensino médio contra a queda da qualidade do ensino e a deterioração das escolas, mas se ampliaram, incorporando críticas à alta do custo de vida e à piora dos serviços públicos. As manifestações foram majoritariamente pacíficas, mas ocorreram confrontos em cidades como Toulouse, Marselha e Paris. Segundo o governo, grupos radicais tentaram promover vandalismo e saques em diversas localidades. Diante do risco de violência, o governo mobilizou 70 mil policiais e militares. As autoridades também demonstraram preocupação com pessoas mascaradas que poderiam aproveitar as festividades de Halloween para esconder a identidade e provocar distúrbios. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, havia anunciado um esquema excepcional de segurança, após identificar nas redes sociais convocações para atos violentos atribuídos à esquerda radical e ao movimento dos Coletes Amarelos. Após as manifestações, Nuñez afirmou que os protestos transcorreram bem, apesar da atuação de grupos de vândalos, cuja violência classificou como sem precedentes. Organizações estudantis convocaram novas mobilizações para terça-feira (3) e quinta-feira (5), com bloqueios de escolas e universidades. Os estudantes exigem reformas no sistema educacional e melhores condições de aprendizagem.

Os protestos acontecem em meio às dificuldades econômicas francesas. O PIB recuou 0,1% no terceiro trimestre, contrariando a previsão de crescimento de 0,1%. Na Alemanha, dezenas de milhares de pessoas também foram às ruas, lideradas por jovens que reivindicam educação de qualidade e redução do custo de vida. As manifestações nos dois países integram uma onda de mobilizações da geração Z em diferentes partes da Europa. Na Sérvia, movimentos estudantis contribuíram para a derrota eleitoral do líder que governava o país havia anos. Na Alemanha, o grupo Gen Z regelt organizou protestos em 34 cidades, incluindo Berlim, Frankfurt e Munique. Os jovens se posicionam contra o serviço militar obrigatório e defendem maiores investimentos na educação. Embora os organizadores esperassem 182 mil participantes, a polícia estimou aproximadamente 18 mil manifestantes nas três principais cidades. As autoridades informaram que os atos foram, em sua maioria, pacíficos, mas alertaram para tentativas de grupos extremistas de explorar o movimento.

 

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