sexta-feira, 18 de setembro de 2026

NO AMAPÁ, PRESIDENTE DO SENADO ENFRENTA DIFICULDADES PARA SEU GRUPO


Alcolumbre enfrenta ameaça política no Amapá com o avanço do ex-prefeito Dr. Antônio Furlan (PSD) que 
lidera as pesquisas para o governo estadual, com 55%, contra 35% do governador Clécio Luís. Uma eventual vitória pode enfraquecer o grupo de Alcolumbre e afetar seus planos para 2030. Presidente do Senado, Alcolumbre controla emendas, cargos federais e tem forte influência em Brasília, tendo indicado dois ministros e levou a Codevasf ao Amapá para ampliar investimentos e obras. Conta ainda com 90% dos deputados estaduais e federais e 15 dos 16 prefeitos do estado, além de ter apoio do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, e do governador Clécio. Sua coligação reúne 12 partidos, enquanto Furlan conta com apenas quatro. Lula também esteve no Amapá durante a campanha, em gesto de apoio político a Alcolumbre. Furlan, porém, tornou-se favorito com uma agenda popular e forte presença nas redes sociais. Ele promove shows gratuitos e apresenta obras realizadas em Macapá como marca de sua gestão. Reeleito prefeito em 2024 com 85% dos votos, Furlan tem forte apoio na capital. Macapá concentra 55% dos 577 mil eleitores do estado, e a região metropolitana outros 15%. Alcolumbre, embora não seja candidato, participa ativamente da campanha de seu grupo. Em agosto, passou horas em uma feira de Macapá ouvindo moradores e apresentando promessas. A atuação em demandas locais rendeu-lhe em Brasília o apelido de “vereador do Amapá”. No estado, contudo, aliados e moradores destacam sua capacidade de atrair investimentos federais.

Obras financiadas por emendas ajudaram a transformar municípios como Itaubal, segundo moradores. Foram construídas ou reformadas unidades de saúde, escolas, casas, praças e ruas.
Moradores também relatam forte dependência da economia local em relação às obras públicas.
Há denúncias de que empregos em obras seriam destinados a parentes, aliados e amigos de políticos. Alcolumbre afirma que pretende reverter a desvantagem eleitoral e aposta na força das emendas. Furlan já havia se beneficiado de recursos federais destinados inicialmente ao grupo de Alcolumbre. Em 2020, seu irmão Josiel perdeu a eleição municipal após apagões que afetaram o Amapá. Furlan assumiu a prefeitura com R$ 87 milhões em emendas e R$ 381 milhões da privatização do saneamento. Os recursos financiaram obras que mudaram a paisagem de Macapá e fortaleceram sua popularidade. A vitória de Furlan pode ampliar a força de seu grupo para disputar cargos em 2030. Sua esposa, Rayssa, é apontada como favorita a uma das vagas ao Senado. O grupo de Alcolumbre também enfrenta disputas judiciais envolvendo aliados de Furlan. A candidatura do ex-prefeito está autorizada, mas recurso sobre sua elegibilidade tramita no TSE.

 

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