sexta-feira, 18 de setembro de 2026

CANDIDATO FLÁVIO CRITICA REAJUSTE NO BOLSA FAMÍLIA


O candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, criticou ontem, 17, o reajuste de 15,04% no Bolsa Família anunciado pelo governo Lula. 
Durante comício em Vitória da Conquista (BA), Flávio classificou a medida como um “ato de desespero” às vésperas das eleições. Segundo ele, o governo estaria tentando obter apoio eleitoral entre os beneficiários do programa e afirmou que Lula teria anunciado o reajuste apenas 17 dias antes do primeiro turno. O novo valor mínimo do benefício passará de R$ 600 para R$ 691 por família e os pagamentos reajustados começarão em 19 de outubro, poucos dias antes do segundo turno. O governo estima custo adicional de R$ 5,8 bilhões em 2026 e para 2027, a despesa adicional prevista é de R$ 22,7 bilhões. Flávio afirmou que manterá o Bolsa Família caso seja eleito e que pretende ampliar o programa e criar condições para reduzir a dependência do benefício. Em live, o senador voltou a criticar o reajuste e o chamou de “merreca”. Ele acusou Lula de tentar “comprar o voto dos pobres” com o aumento e que o valor representa apenas uma pequena ajuda às famílias mais necessitadas. O candidato comparou o reajuste com medidas adotadas durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro. Segundo ele, o aumento concedido por Bolsonaro em ano eleitoral foi maior. Flávio disse ainda que seu objetivo seria oferecer alternativas para que famílias deixem de depender do programa e criticou a política econômica do governo Lula. Afirmou que impostos, juros, inflação e endividamento pesam sobre a população.

O deputado bolsonarista Zé Trovão (PL-SC) tentou barrar judicialmente o reajuste, mas o pedido foi analisado pelo ministro André Mendonça, do TSE que rejeitou a solicitação, sem entra no mérito da questão, não encerrando a discussão jurídica sobre a medida. O coordenador político da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, também criticou o reajuste. Em nota, Marinho afirmou que o governo “dá com uma mão e tira com as duas”. Segundo ele, recursos públicos não podem ser utilizados como instrumento eleitoral e criticou ainda o aumento de impostos e os juros elevados, mencionando inflação, endividamento das famílias e subsídios concedidos pelo governo. As críticas ocorrem em meio à disputa presidencial e à proximidade do primeiro turno. Flávio declarou que pretende manter e ampliar o programa caso chegue à Presidência. A controvérsia envolve, de um lado, o reajuste do benefício e, de outro, as acusações de uso eleitoral da medida.

 

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