quinta-feira, 24 de setembro de 2026

"ICE" NO GOVERNO TRUMP É TERROR PARA OS IMIGRANTES


Uma brasileira de 29 anos foi detida pelo serviço de imigração dos Estados Unidos após sofrer um aborto espontâneo e uma crise emocional. O caso ocorreu em Malden, Massachusetts, e foi revelado pelo jornal The Boston Globe. Iara do Carmo Santana havia perdido a gestação de seis semanas e três dias e os batimentos cardíacos do feto haviam parado em agosto. Após o aborto, precisou passar por um procedimento para evacuação do útero. No dia 3 de setembro, seu noivo, Gabriel Lemos, chamou o serviço de emergência, em busca de ajuda para a companheira, que enfrentava uma crise emocional. Em vez de atendimento médico, Iara acabou presa sob acusação de agressão, cenário negado pelo casal. Iarficou seis horas na delegacia antes de ser entregue ao ICE. A brasileira entrou irregularmente nos EUA em 2021, pela fronteira com o México, mas possui autorização de trabalho e aguarda audiência de pedido de asilo para 2029. Seu filho de seis anos vive com ela e Gabriel, que tem green card desde 2024. Após a prisão, Iara foi levada a um centro de detenção em Burlington. Ela afirma que não recebeu os medicamentos necessários após o procedimento médico. Segundo Iara, a falta do tratamento teria provocado uma infecção e informa que dormiu no chão durante as três noites em que ficou detida. Um habeas corpus de emergência levou à sua libertação. Em 8 de setembro, o juiz Leo T. Sorokin determinou que ela não fosse deportada e proibiu sua transferência para outro estado. Iara agora responde em liberdade pela suposta agressão ao companheiro e aguarda decisão sobre sua situação migratória nos Estados Unidos.

O advogado Todd Pomerleau afirma que Gabriel chamou a emergência para pedir ajuda à companheira. Segundo ele, o casal estava planejando se casar e ter uma família e Iara diz que passou a sentir medo até ao ver carros da polícia. Gabriel afirma que também teme ser detido, apesar de possuir residência permanente. O caso ocorre em meio ao endurecimento das políticas migratórias do governo Donald Trump. Gabriel diz esperar que o atual governo termine rapidamente e critica seus efeitos sobre famílias. 

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