quinta-feira, 25 de junho de 2026

SENADOR WAGNER RENUNCIA À LIDERANÇA


O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou ontem, quarta-feira, seu afastamento da liderança do governo no Senado, após reunião com o presidente Lula no Palácio da Alvorada, em Brasília. A decisão ocorre uma semana após Wagner ser alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Os investigadores apuram benefícios que teriam sido recebidos pelo senador, incluindo um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões, viagens, ingressos para shows, voos privados e pagamentos a empresas ligadas à sua família. Em publicação nas redes sociais, Wagner afirmou que o afastamento foi decidido em comum acordo com Lula. Segundo ele, sua prioridade agora será provar sua inocência e colaborar com a campanha de reeleição do presidente. Embora inicialmente resistisse à saída, a pressão de aliados do governo e o desgaste causado pela investigação pesaram na decisão. Lula não comentou o caso diretamente, mas tem defendido a apuração e punição de eventuais irregularidades.

Na operação da PF, foram apreendidos US$ 49 mil, cerca de R$ 250 mil em espécie e relógios de luxo no apartamento do senador. Wagner afirma que os valores são legais e parte deles corresponde a diárias recebidas do Senado em viagens internacionais. Sobre o imóvel investigado, o parlamentar sustenta que o apartamento foi adquirido por um empresário para sua filha, com previsão de recompra posterior, negando qualquer transferência irregular de patrimônio. A defesa do senador recorreu ao STF para anular a operação, alegando erros na investigação e negando que Wagner tenha atuado para beneficiar Daniel Vorcaro ou o Banco Master. Nos bastidores, o nome do senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, surge como um dos favoritos para assumir a liderança do governo no Senado.

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