As mudanças dividiram a Igreja e motivaram a criação de movimentos tradicionalistas como o de Lefebvre, que via as reformas como ruptura com a tradição. Esse embate levou também à saída de milhares de padres na época. No Brasil, a expansão da FSSPX se relaciona com outros grupos tradicionalistas, como a antiga Diocese de Campos, que também resistia às reformas, mas depois se reconciliou com o Vaticano em 2002. Fiéis contrários a essa aproximação pediram a entrada da Fraternidade no país. Hoje, o grupo atua em diferentes estados, com presença em várias regiões. O movimento é pequeno diante do total de católicos no mundo, mas crescente e influente em nichos do catolicismo conservador. O Vaticano ainda não encerrou o impasse e busca reconciliação, enquanto a Fraternidade mantém sua posição. O próximo capítulo pode ocorrer com novas nomeações episcopais em Écône, em meio a tensões que continuam a dividir correntes dentro da Igreja Católica.
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