Especialistas, porém, avaliam que o acordo é limitado. O professor Alon Ben-Meir, da Universidade de Nova York, afirma que o memorando estabelece apenas um cessar-fogo temporário de 60 dias, adiando as decisões sobre questões fundamentais, como o programa nuclear iraniano. Para Ben-Meir, EUA e Israel saem enfraquecidos, enquanto o Irã preserva influência regional e mantém apoio a aliados como Hezbollah, Hamas e houthis. Já o cientista político Eytan Gilboa considera o documento frágil e duvida que as negociações sobre armas nucleares avancem. Brian Katulis, do Middle East Institute, avalia que o acordo é preferível à continuidade da guerra, mas alerta que a segurança regional seguirá vulnerável. Analistas também apontam divergências crescentes entre Trump e Netanyahu sobre a condução do conflito, embora considerem improvável uma ruptura total entre Estados Unidos e Israel.
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