O governo iraniano afirmou que poderá atingir infraestrutura energética de Israel e áreas próximas a bases americanas. Também ameaçou fechar o estreito de Hormuz e minar o golfo Pérsico em caso de agressão. Há suspeitas de que trechos da rota já tenham minas marítimas, afetando o tráfego de navios. O estreito é responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás. O aumento da tensão elevou o preço do barril Brent, que chegou perto de US$ 120 na semana passada. Nesta segunda, o petróleo segue volátil, à espera de desdobramentos. Antes do ultimato, Trump havia sinalizado possível desaceleração do conflito. No domingo, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, falou em possível escalada antes de recuo e sugeriu ação na ilha de Kharg. Cerca de 5.000 fuzileiros navais dos EUA estão sendo deslocados para a região. O Reino Unido realizou reunião de emergência para avaliar a crise. O premiê Keir Starmer afirmou não ver ataque direto do Irã que justifique entrada britânica na guerra. Bases britânicas foram alvo de drones e mísseis nos últimos dias. Um dos episódios ocorreu na ilha de Diego Garcia, no oceano Índico. O alcance do ataque surpreendeu analistas, por superar estimativas anteriores. A Marinha britânica não comentou a movimentação militar na região. Em Londres, quatro ambulâncias de um serviço judaico foram incendiadas. Starmer classificou o caso como um ataque antissemita “profundamente chocante”.
segunda-feira, 23 de março de 2026
ADIADO ULTIMATO AO IRÃ PARA CINCO DIAS
A poucas horas do fim do ultimato dado ao Irã para reabrir o estreito de Hormuz, o presidente Donald Trump anunciou hoje, 23, que adiou por cinco dias os ataques à infraestrutura energética iraniana. Segundo a agência Mehr, o Irã avalia que Trump tenta ganhar tempo para sua campanha militar e aliviar a pressão sobre o mercado de petróleo, mas confirmou haver iniciativas para reduzir a tensão — desde que as propostas partam diretamente dos EUA. Já a Press TV afirmou, com base em fontes anônimas, que não houve contatos relevantes e que o adiamento representa um recuo diante da ameaça iraniana de forte retaliação no golfo Pérsico. Trump, porém, disse que houve “boas e produtivas conversas” nos últimos dias sobre uma possível resolução das hostilidades no Oriente Médio. A decisão reforça o padrão do republicano de elevar a pressão e depois flexibilizar prazos, como já ocorreu em outros conflitos. Para o Irã, mesmo com negociações, o cenário pode ser usado como vitória política após semanas de bombardeios. O adiamento suspende ataques que começariam após o prazo final, às 20h13 (de Brasília), mas Trump não mencionou outras ações militares nem a participação de Israel. Na madrugada, bombardeios israelenses atingiram Teerã, provocando apagões em partes da capital. A falta de energia gerou especulações nas redes sociais sobre possível ação antecipada dos EUA. Até então, o Irã vinha respondendo apenas com retórica, mas reiterou que retaliará qualquer ataque.
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