domingo, 29 de março de 2026

ISRAELENSES MATAM CRIANÇAS, MULHERES, IDOSOS, PROFISSIONAIS DE SAÚDE E JORNALISTAS


O ministro da Saúde do Líbano, Rakan Nassereddine, afirmou que 46 socorristas e 5 profissionais de saúde morreram em ataques israelenses desde o início da guerra com o Hezbollah, em 1º de março. O balanço inclui 9 paramédicos mortos ontem, 28. 
Segundo o ministro, quatro vítimas integravam o Comitê Islâmico de Saúde do Hezbollah e cinco eram dos “Escoteiros Risala”, ligados ao movimento Amal, aliados do grupo. Também neste sábado, um ataque israelense no sul do Líbano matou três jornalistas. Entre eles, Ali Shaib, da TV Al-Manar, e Fatima Ftouni, da TV Al-Mayadeen. O cinegrafista Mohammed Ftouni, irmão de Fatima, também morreu. A Al-Manar é controlada pelo Hezbollah, apoiado pelo Irã, enquanto a Al-Mayadeen é vista como alinhada a apoiadores iranianos. As Forças Armadas de Israel disseram ter “eliminado” Shaib, apontado como integrante de inteligência do Hezbollah. O Exército o acusou de fornecer informações sobre tropas israelenses e de incitação. O presidente libanês, Joseph Aoun, classificou os mortos como civis em serviço e denunciou violação das normas internacionais de proteção a jornalistas. Os ataques ocorreram dias após a morte de outro jornalista, Hussain Hamood, atingido em bombardeio anterior.

O Exército israelense afirmou ter realizado novos ataques no sábado contra o Irã e o Líbano, incluindo alvos de infraestrutura em TeerãNa sexta-feira, bombardeios atingiram subúrbios do sul de Beirute, sem aviso prévio, segundo a mídia estatal. Um ataque matou duas pessoas na região de Tahouitet al-Ghadir. Na Cisjordânia, a violência também aumentou. Um adolescente palestino de 15 anos foi morto perto de Belém durante operação militar israelense. O Exército afirmou ter reagido a um “motim violento” com lançamento de pedras. Foi a terceira morte de palestinos na região naquele dia. A Cisjordânia vive escalada de violência desde o ataque do Hamas contra Israel em outubro de 2023, que deixou cerca de 1.200 mortos e desencadeou a resposta militar israelense. Desde então, aumentaram as restrições, incursões militares e ataques de colonos, ampliando o deslocamento de comunidades palestinas. 

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