domingo, 29 de março de 2026

HOUTHIS DO IÊMEN ATACAM ISRAEL


A guerra no Oriente Médio ganhou um novo capítulo com a entrada formal dos houthis do Iêmen no conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã. O grupo xiita, aliado a Teerã, anunciou os primeiros ataques diretos contra Israel desde o início da guerra, há um mês. A ação abre uma nova frente armada e eleva os riscos à navegação no Mar Vermelho. 
Segundo Israel, um míssil lançado do Iêmen foi interceptado. Os houthis confirmaram a autoria e prometeram novos ataques enquanto persistirem ações contra o chamado “eixo de resistência”, que inclui Irã e aliados no Líbano, Iraque e territórios palestinos. Também reivindicaram disparos de mísseis de cruzeiro e drones. Até então, o grupo mantinha postura cautelosa, evitando ampliar o conflito interno no Iêmen, em guerra desde 2014. Fundados nos anos 2000, os houthis se consolidaram após tomar a capital Sanaa e hoje possuem capacidade de atingir alvos a longa distância. A entrada no conflito amplia o risco de regionalização. Especialistas alertam para impactos na estabilidade, no comércio global e na crise humanitária, especialmente no próprio Iêmen. Além do campo militar, cresce a preocupação com rotas marítimas. Os houthis têm posição estratégica no estreito de Bab el-Mandeb, por onde passa cerca de 10% do comércio mundial de petróleo. O grupo já ameaçou bloquear a região, o que pode elevar preços e pressionar a economia global.

O conflito também se intensificou em outros países. No Líbano, confrontos com o Hezbollah deixaram mortos, incluindo jornalistas. Houve ainda ataques no Golfo, com drones e mísseis atingindo alvos no Kuwait, Iraque e Emirados Árabes. O Irã afirmou ter atacado um navio logístico dos EUA em Omã, deixando um ferido. Apesar da escalada, os Estados Unidos dizem que o fim da guerra está próximo e apostam em negociações com Teerã. O Paquistão atua como mediador e recebe reuniões diplomáticas com países como Arábia Saudita, Turquia e Egito para buscar uma solução. Enquanto isso, Israel segue atacando alvos estratégicos no Irã, incluindo instalações nucleares e industriais. Teerã ameaça responder com ataques a infraestruturas na região. Analistas avaliam que a ofensiva dos houthis pode ser uma estratégia calculada para ampliar a influência do Irã nas negociações, sem provocar uma resposta militar decisiva.

 

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