domingo, 1 de novembro de 2026

ELEIÇÕES NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA NOS EUA


As eleições de meio de mandato (midterms) dos Estados Unidos, na próxima terça-feira, 3 de novembro, poderão influenciar decisivamente o restante do governo de Donald Trump, que termina em janeiro de 2029. 
Os americanos escolherão os 435 integrantes da Câmara dos Representantes e 35 dos 100 senadores. Também haverá eleições estaduais, incluindo disputas para governador na Califórnia, Flórida, Geórgia e Michigan. As midterms acontecem a cada dois anos e são realizadas na metade do mandato presidencial. O resultado determinará se republicanos ou democratas controlarão o Congresso, responsável pela aprovação das leis federais. A economia é um dos principais temas da campanha. Os americanos enfrentam preços elevados de combustíveis, alimentos, saúde e moradia. A inflação permanece acima da meta do Federal Reserve, em parte devido à guerra iniciada pelos EUA e Israel contra o Irã, em fevereiro. Os democratas também atribuem às tarifas impostas por Trump o aumento dos preços. Já os republicanos destacam o reforço da segurança nas fronteiras e o combate à imigração ilegal como realizações do presidente. A regulamentação da inteligência artificial também ganhou importância. Parlamentares dos dois partidos defendem regras para o setor, enquanto Trump rejeita propostas de leis para controlar o desenvolvimento da tecnologia. Atualmente, os republicanos controlam as duas casas do Congresso, mas possuem maioria apertada: 218 cadeiras na Câmara e 53 no Senado. Os democratas precisam conquistar pelo menos uma dessas casas para dificultar a aprovação das propostas presidenciais. Pesquisas indicam queda na popularidade de Trump. Segundo o site Silver Bulletin, sua aprovação passou de pouco mais de 50% no início do segundo mandato para aproximadamente 37% no início de outubro, enquanto 61% desaprovavam sua gestão.

Entre as disputas mais acompanhadas estão dez vagas no Senado e 42 na Câmara, em estados como Iowa, New Hampshire, Arizona e Ohio. A definição dos distritos eleitorais também provoca disputas entre republicanos e democratas, que procuram ampliar suas vantagens. Uma vitória democrata em qualquer das casas legislativas dificultaria a aprovação de leis por Trump e permitiria investigações parlamentares sobre seu governo. Parlamentares poderiam convocar autoridades, solicitar documentos e investigar denúncias de corrupção, a construção do salão de baile da Casa Branca e as operações do serviço de imigração ICE. Também existe, dentro do Partido Democrata, um debate sobre a possibilidade de iniciar um processo de impeachment contra o presidente. Se conquistarem o Senado, os democratas poderão dificultar as indicações de Trump para cargos importantes, inclusive na Suprema Corte. Caso os republicanos mantenham o controle do Congresso, o presidente terá maior facilidade para aprovar sua agenda no restante do mandato. As eleições também servirão como termômetro da avaliação dos americanos sobre o governo Trump e poderão influenciar as articulações para a disputa presidencial de 2028. Trump não poderá concorrer novamente, pois a Constituição americana proíbe que uma pessoa exerça mais de dois mandatos presidenciais. Após as midterms, deverão ganhar força as discussões sobre seus possíveis sucessores republicanos e os candidatos democratas à Casa Branca.

 

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