sexta-feira, 30 de outubro de 2026

TRUMP USA FORÇA E EXPULSA DIPLOMATA CUBANO


O governo de Donald Trump expulsou um diplomata cubano dos Estados Unidos na quarta-feira (28), após um incidente na Assembleia Geral da ONU. O episódio ocorreu um dia depois de uma discussão entre o chanceler cubano e o embaixador americano, Michael Waltz. O Departamento de Estado informou que Richard Tur de la Concepción, primeiro secretário da missão cubana na ONU, foi considerado persona non grata. Ele teria dado um tapa no celular de um funcionário americano que o filmava de perto. Waltz acusou o diplomata de agressão e afirmou que ele seria enviado de volta a Havana ainda naquele dia. O episódio acontece em meio ao aumento das tensões entre Washington e Havana. Trump intensificou a pressão sobre o governo comunista cubano, buscando reformas profundas e até seu possível enfraquecimento. O secretário de Estado, Marco Rubio, chegou a incentivar cubanos a colaborar com a CIA contra seu próprio governo. Trump também afirmou que as forças americanas poderiam "cuidar de Cuba", ao comentar a situação internacional. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, declarou que seu governo resistirá às pressões americanas, lembrando que a política de Washington contra a ilha fracassa há seis décadas. A confusão começou quando Waltz discursou contra uma resolução da ONU que pedia o fim do embargo econômico imposto a Cuba. Ele acusou os dirigentes cubanos de repressão, corrupção e enriquecimento ilícito.

Integrantes da delegação cubana reagiram, batendo nas mesas e exigindo a palavra. Alguns se aproximaram da tribuna, obrigando Waltz a interromper o discurso e exigir que recuassem. Após a suspensão da sessão, Rodríguez respondeu às acusações e chamou Waltz de mentiroso. Durante ou depois do confronto, Concepción discutiu com um funcionário americano que o filmava. Imagens divulgadas por Waltz mostram o diplomata afastando o celular do homem com um tapa. O cubano alegou que o funcionário violava seu espaço pessoal. Um representante da ONU acompanhou-o para fora do local. Waltz afirmou que Concepción tentava intimidar funcionários da organização e impedir que seu microfone fosse desligado. Em protesto formal à ONU, o embaixador cubano acusou o funcionário americano de assediar o diplomata. A resolução contra o embargo é apresentada anualmente e recebe apoio da maioria dos países, inclusive de nações críticas ao regime cubano, que consideram as sanções prejudiciais à população. Neste ano, porém, a pressão diplomática do governo Trump reduziu o apoio à proposta: foram 130 votos favoráveis, contra 165 no ano anterior. Segundo a ONU, foi o menor resultado em 20 anos. O apoio à resolução chegou a 191 votos em 2015 e 2017, enquanto, em 1992, quando foi apresentada pela primeira vez, recebeu apenas 59 votos. 

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