
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou notícia-crime à Polícia Federal, ontem, 10, pedindo a inclusão de Flávio Bolsonaro (PL) nas investigações da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em aposentadorias e pensões do INSS. O parlamentar cita reportagem do portal UOL segundo a qual uma conta identificada em nome de Flávio estava vinculada ao mesmo sistema de acesso bancário utilizado pelo advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro no esquema, e por uma empresa dele sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. Para Lindbergh, a existência das contas no mesmo ambiente bancário e o momento da desvinculação levantam suspeitas que precisam ser apuradas. A separação teria sido solicitada em maio de 2025, cerca de um mês após a Polícia Federal tornar pública a Operação Sem Desconto. Na representação, o deputado afirma que as circunstâncias justificam investigar possíveis vínculos financeiros entre Flávio e a estrutura empresarial de Willer Tomaz. O documento menciona suspeitas de lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção e obstrução das investigações, sem que isso represente comprovação de envolvimento do parlamentar nos crimes.
A notícia-crime também aponta que empresas estrangeiras ligadas ao advogado teriam custeado viagens de Flávio Bolsonaro e familiares em jatos executivos. Outro ponto citado é o uso, durante a campanha presidencial de 2026, de um apartamento pertencente a uma empresa vinculada a Willer Tomaz. Diante dos fatos apresentados, Lindbergh solicita que a representação seja encaminhada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo caso, para avaliar a inclusão de Flávio nas investigações. O parlamentar pede ainda a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Flávio e de seu escritório de advocacia, além do rastreamento de movimentações financeiras. A representação solicita também cooperação internacional com Portugal e os Estados Unidos e apuração de possíveis irregularidades eleitorais. Até a publicação da reportagem, a equipe de Flávio Bolsonaro não havia respondido ao pedido de manifestação encaminhado pelo Correio Braziliense.
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