quinta-feira, 1 de outubro de 2026

FLÁVIO, CONDENADO A PRISÃO, PROMETE "FAXINA" E VINGANÇA SE IRMÃO FOR ELEITO


Eduardo Bolsonaro prometeu fazer “uma faxina” no Itamaraty caso seu irmão, Flávio Bolsonaro, vença a eleição. 
Em vídeo, afirmou ter mapeado os embaixadores que entraram e saíram durante o governo Lula e que pretende acompanhar servidores que, segundo ele, “sabotaram” o governo Jair Bolsonaro. Eduardo ameaçou servidores que teriam participado dessas ações durante o governo anterior, afimando que os demais poderão integrar um grupo para “resgatar a credibilidade” do Itamaraty. O ex-deputado exibiu um áudio atribuído a um diplomata oferecendo ajuda a Lulinha na Espanha. Segundo Eduardo, o dinheiro público não deveria ser usado para proteger filhos de presidentes. Ele também prometeu retaliação ao embaixador brasileiro na Espanha em eventual governo de Flávio. Eduardo vive nos Estados Unidos desde março de 2025, quando deixou o Brasil. Na ocasião, alegou que o STF poderia recolher seu passaporte para impedir sua atuação internacional. Depois, licenciou-se do mandato e permaneceu no exterior, acumulando faltas na Câmara. Em dezembro, perdeu o mandato de deputado por excesso de ausências. Em junho de 2026, o STF o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação processual. A condenação está relacionada à atuação de Eduardo nos EUA contra autoridades brasileiras. Em setembro, ele também perdeu o cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de função.

Segundo a Folha, uma eventual vitória de Flávio fortaleceria politicamente Eduardo. Uma possibilidade discutida seria sua indicação para comandar o Itamaraty. Outra alternativa seria sua nomeação como embaixador do Brasil em Washington. Eduardo afirmou que diplomatas teriam participado de uma suposta sabotagem ao governo Bolsonaro. Reportagem de Jamil Chade relatou uma rede de diplomatas que teria contornado diretrizes da política externa. Eduardo defendeu mudanças para reforçar a ideia de que diplomatas devem servir ao interesse público. Um plano discutido por aliados prevê uma ampla reforma das carreiras do Itamaraty. A proposta é inspirada no chamado “Marco Rubio overhaul”, realizado no Departamento de Estado. Os diplomatas passariam a atuar por regiões e temas específicos e teriam metas de desempenho. Entre essas metas estariam exportações, investimentos e maior inserção comercial do Brasil. Também haveria uma reforma no sistema de promoções dentro do Itamaraty. Nos EUA, a reforma de Rubio eliminou vagas, fechou departamentos e criou metas quantitativas e qualitativas. O modelo também ampliou a presença de indicados políticos em postos diplomáticos americanos. Marcos Degaut, aliado de Eduardo, afirmou que algumas funções poderiam ser ocupadas por pessoas de fora do Itamaraty. Ele, porém, disse que o objetivo não seria promover uma perseguição por motivos políticos. Os programas de Lula e Flávio também apresentam propostas diferentes para a política externa brasileira. Lula prioriza Mercosul, Brics, Sul Global, Amazônia, clima e governança internacional de tecnologias. Flávio defende abertura comercial, aproximação com a OCDE, integração às cadeias globais e novas tecnologias. 

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