Familiares de Renee Good, morta a tiros por um agente do ICE, entraram com duas ações na Justiça federal dos EUA. Os processos foram apresentados na quinta-feira (1º), em um tribunal federal de Minnesota. Uma das ações é contra o agente Jonathan Ross e autoridades de alto escalão do governo Trump. A família acusa Ross de ter se colocado diante do carro de Good durante uma abordagem tensa. Segundo a ação, ele teria usado força letal sem justificativa. São citados entre os réus: Kristi Noem, Stephen Miller e Thomas D. Homan, Todd Lyons e Gregory Bovino. A ação sustenta que a operação de imigração em Minnesota teve motivação racial e os familiares afirmam que houve hostilidade contra somalis e hispânicos. Good teria sido morta enquanto observava agentes de imigração atuando na comunidade. A segunda ação cita o governo dos Estados Unidos como réu. O processo se baseia em uma lei de 1964 que permite buscar indenização por mortes causadas por negligência. A Casa Branca e o Departamento de Segurança Interna não comentaram os processos. Good era cidadã americana e foi morta dentro de seu veículo, perto de sua casa. O episódio ocorreu no sul de Minneapolis, durante uma operação de imigração. Antes dos disparos, houve uma discussão entre Good, sua companheira e agentes federais que faziam parte de um contingente enviado a Minnesota para deter imigrantes irregulares.
Autoridades do governo Trump afirmaram rapidamente que os disparos foram justificados. Segundo essas autoridades, Good teria tentado atropelar Ross com seu veículo. A família contesta essa versão e afirma que o agente utilizou força letal de maneira indevida. Agentes federais possuem ampla proteção jurídica em casos envolvendo uso de força letal. Para vencer a ação, os autores precisam demonstrar violação de direitos constitucionais. A legislação permite força letal quando há ameaça razoável de lesões graves. Normalmente, o FBI investiga possíveis violações de direitos civis nesses casos. Pouco depois da morte, Todd Blanche disse não ver motivo para uma investigação desse tipo. Posteriormente, o Departamento de Justiça abriu uma investigação envolvendo Becca Good. O foco divulgado estava relacionado às ligações dela com grupos de manifestantes. As autoridades federais não apresentaram novas informações sobre essa investigação. Jonathan Ross não se pronunciou publicamente sobre a morte de Renee Good. Os processos agora colocam em debate a legalidade da operação e do uso da força.
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