segunda-feira, 5 de outubro de 2026

EUA DEIXAM A INGLATERRA, TEMENDO ATAQUE DO IRÃ


Os Estados Unidos retiraram os 12 bombardeiros B-1 da base aérea de RAF Fairford, no sul da Inglaterra. 
A decisão ocorreu após novos alertas sobre um possível ataque apoiado pelo Irã contra a instalação. Duas autoridades americanas disseram que a retirada foi considerada urgente e incomum. Alguns aviões deixaram a base enquanto aeronaves de reabastecimento ainda eram mobilizadas. Pelo menos três bombardeiros já haviam chegado à base de origem, em Dakota do Sul. O Comando Europeu do Pentágono confirmou a saída, mas não revelou detalhes sobre as ameaças. Segundo o comando, os bombardeiros retornam regularmente aos Estados Unidos após missões no exterior. Autoridades afirmaram que as novas informações estavam relacionadas a alertas feitos semanas antes. Nas últimas 24 horas, porém, a percepção de risco aumentou significativamente entre os comandantes. A retirada ocorreu uma semana após a prisão de cinco homens próximos à base britânica. Eles foram vistos em vans brancas e chegaram a ser suspeitos de preparar um ataque terrorista. As autoridades não encontraram explosivos nos veículos e os suspeitos foram libertados sob fiança. Mesmo assim, a investigação continuou, e outro homem foi preso posteriormente em Londres. O detido possui dupla nacionalidade britânica e iraniana e é suspeito de terrorismo.

O governo britânico afirmou acreditar que o Irã participou do planejamento dos acontecimentos. Autoridades dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Israel também apontaram essa possibilidade. Segundo essas avaliações, a operação poderia estar ligada à Guarda Revolucionária iraniana. Teerã, entretanto, negou qualquer envolvimento nos incidentes registrados na Grã-Bretanha. O episódio provocou uma série de medidas de segurança ao redor da base militar. Entre elas esteve a evacuação de 85 casas e a utilização de um robô antibombas. O governo britânico também realizou uma reunião de segurança nacional para avaliar os riscos. Em julho, a Guarda Revolucionária havia ameaçado bases usadas pelos Estados Unidos. O grupo afirmou que Londres poderia ser responsabilizada por ataques americanos contra o Irã. Também declarou que bases utilizadas nessas operações poderiam ser consideradas alvos legítimos. Em setembro, serviços de inteligência ocidentais alertaram sobre um possível ataque à RAF Fairford. As informações foram obtidas por comunicações interceptadas, informantes e outras fontes. Israel também teria alertado o Reino Unido sobre a possibilidade de ataques patrocinados pelo Irã. Avaliações indicavam que drones poderiam ser utilizados em futuras ações contra bases militares. A Alemanha também recebeu alertas sobre riscos contra instalações americanas em seu território. O possível plano representaria uma importante escalada do Irã contra um país ocidental.

 

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