REI DO MARROCOS NOMEIA PRIMEIRA MULHER COMO MINISTRA
O rei do Marrocos nomeou nesta terça-feira (29) Fatima Ezzahra El Mansouri como primeira-ministra. Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo na história do país. Prefeita de Marrakesh, El Mansouri também foi ministra da Habitação. Sua nomeação ocorreu após a vitória do partido dela nas eleições parlamentares. O PAM, de centro-direita, conquistou 97 das 395 cadeiras da Câmara. O RNI, líder da coalizão governista anterior, ficou em segundo, com 66 cadeiras. El Mansouri afirmou celebrar a confiança recebida dos eleitores marroquinos. A baixa participação eleitoral, porém, representou um desafio para os partidos. Apenas 38% dos 16 milhões de eleitores inscritos compareceram às urnas. Entre os jovens, persistem frustrações com as condições sociais e econômicas. Protestos recentes cobraram melhorias nos serviços de saúde e educação. Sem maioria absoluta, o PAM terá de formar uma coalizão para governar.
Tóquio registrou 34 dias consecutivos de chuva, a maior sequência em 140 anos de registros. A informação foi divulgada ontem, 29, pela Agência Meteorológica do Japão. A estação chuvosa da capital normalmente ocorre em junho, mas se prolongou neste ano. Chuvas torrenciais durante o verão provocaram alagamentos em várias regiões. Segundo o pesquisador Masayuki Kyoda, o El Niño contribuiu para a alteração do padrão climático. O fenômeno aquece as águas do Pacífico e pode favorecer o aumento das precipitações. As mudanças climáticas também intensificam as chuvas ao concentrar umidade na atmosfera. A atual sequência, iniciada em agosto, superou o recorde anterior, de 33 dias, em 2019. Os registros meteorológicos de Tóquio são mantidos desde 1886. Kyoda afirmou que as frentes chuvosas estão persistindo por mais tempo que o habitual. Relatório japonês aponta que o aquecimento global vem alterando o clima do país. Na última semana, o tufão Dujuan matou cinco pessoas e provocou chuvas recordes no Japão.
Uma forte tempestade expôs restos de madeira na praia de Nantucket, em Massachusetts. Os fragmentos surgiram após a erosão da faixa de areia provocada pelo temporal. A suspeita é que pertençam ao navio Warren Sawyer, naufragado em 1884. A escuna de três mastros fazia uma viagem entre Nova Orleans e Boston. A embarcação transportava 1.115 fardos de algodão e 28 toneladas de sucata. O navio encalhou durante uma tempestade, mas o capitão e sete tripulantes foram salvos. Moradores retiraram cerca de 700 fardos de algodão antes de outra tempestade destruir o navio. Em 2022, um trecho de 13 metros do casco apareceu na mesma região. Outro fragmento, de 4,5 metros, surgiu no local em fevereiro de 2023. Especialistas afirmam que os novos restos apresentam semelhanças com os anteriores. O Egan Maritime Institute enviou um especialista para examinar os destroços. A identificação ainda depende de análise arqueológica, e visitantes não devem mexer nos restos.
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