domingo, 27 de setembro de 2026

MINISTRO ALEMÃO DEFENDE CONTROLE SOBRE A "IA"


O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, 
defendeu o controle internacional sobre a inteligência artificial. Em discurso na Assembleia Geral da ONU, no sábado, 26, ele comparou os riscos da IA aos das armas nucleares. Questionou como seria se arsenais nucleares fossem controlados por empresas privadas e seus códigos ficassem com executivos. Para Wadephul, poucos países concentram grande parte das patentes de IA, acumulando enorme influência tecnológica e econômica. O chanceler afirmou que a revolução ocorre em momento difícil para a ONU e para o sistema internacional de regras. Segundo ele, algumas grandes potências acreditam se beneficiar ao ignorar normas estabelecidas pela Carta das Nações Unidas. Sem citar diretamente Donald Trump ou os Estados Unidos, criticou ataques às instituições e ao direito internacional. Wadephul defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU, uma reivindicação compartilhada por países como o Brasil. Também pediu requisitos comuns de segurança para modelos avançados. "A IA não está esperando que nossas instituições se adaptem", disse, defendendo que os governos acompanhem a evolução tecnológica. 

O ministro demonstrou preocupação com Haiti, Sudão e Ucrânia e que a Alemanha é hoje a maior apoiadora da Ucrânia. Antes do discurso, Wadephul reuniu-se com o chanceler russo Sergei Lavrov. O encontro durou cerca de 20 minutos e foi o primeiro ministerial entre Alemanha e Rússia desde a invasão russa da Ucrânia. Segundo a imprensa alemã, Wadephul pediu o fim da escalada contra a Alemanha, a Europa e a Otan. Na oportunidade discutiu-se sobre o caso de um drone com explosivos encontrado no aeroporto de Leipzig em agosto. Berlim atribui o episódio aos serviços de inteligência russos. Inicialmente, o primeiro-ministro Friedrich Merz discursaria na ONU, mas cancelou sua participação devido à crise de popularidade e às derrotas de seu partido em eleições regionais na Alemanha. 

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