quarta-feira, 16 de setembro de 2026

MAIS MORTES NA FAIXA DE GAZA


Pelo menos 20 pessoas, incluindo cinco crianças, morreram no desabamento de um prédio de sete andares na Faixa de Gaza nesta quarta-feira (16). 
Segundo a Defesa Civil palestina, mais de dez famílias, cerca de 100 pessoas, viviam no edifício. A construção já havia sido danificada por um bombardeio israelense e o porta-voz Mahmoud Bassal afirmou que dezenas de pessoas continuam presas sob os escombros. Equipes de resgate trabalham para localizar sobreviventes e retirar vítimas. Um vídeo da Reuters mostrou socorristas retirando um menino dos escombros. Até o momento, 14 sobreviventes foram resgatados com ferimentos, mas há dezenas de desaparecidos após o desabamento. O diretor da Defesa Civil disse que equipes continuam ouvindo vozes sob os destroços. Segundo ele, ainda existe esperança de encontrar pessoas vivas. Agências da ONU também participam das operações de resgate no local, mas o trabalho é dificultado pela falta de equipamentos e máquinas adequadas. Alessandro Mrakic, do PNUD, afirmou que algumas pessoas estão cavando com as próprias mãos e alertou que cerca de 400 edifícios em Gaza correm risco de desabamento. A chegada do inverno aumenta os riscos para as estruturas danificadas. Após a tragédia, autoridades voltaram a pedir que moradores se afastem de prédios destruídos. O serviço de resgate estima que cerca de 2.000 edifícios danificados pela guerra ainda sejam habitados. Muitas famílias vivem nessas estruturas por falta de alternativas de abrigo.

Moradores relatam que permanecem em prédios parcialmente destruídos para se proteger do vento e das tempestades. A falta de novas tendas para os desabrigados também contribui para a situação. O coordenador humanitário da ONU, Ramiz Alakbarov, classificou os riscos como graves. Segundo ele, a tragédia evidencia a necessidade urgente de alternativas mais seguras. Alakbarov afirmou que ninguém deveria precisar arriscar a vida para encontrar abrigo. A Defesa Civil continua as buscas entre os escombros do prédio e as equipes enfrentam dificuldades para remover grandes quantidades de concreto. O número de vítimas pode aumentar conforme as buscas avancem. A situação ocorre em meio à destruição de milhares de estruturas durante a guerra. Organizações humanitárias alertam para os riscos enfrentados por famílias que permanecem em áreas danificadas.

 

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