segunda-feira, 21 de setembro de 2026

BOLSONARISTAS APOIAM INTERVENÇÃO AMERICANA NO BRASIL


No segundo mandato, Donald Trump vem promovendo mudanças na política externa dos EUA e tentando influenciar eleições em diferentes países, sobretudo na América Latina. 
A estratégia busca reduzir a influência da China e ampliar o predomínio americano na região. No Brasil, tarifas, declarações de Trump e atritos diplomáticos provocam preocupação sobre possível interferência nas eleições de 2026. O objetivo apontado no texto seria favorecer Flávio Bolsonaro e prejudicar Lula. Em negociações após o primeiro tarifaço de 50% contra o Brasil, o governo Trump teria exigido participação de “dissidentes políticos” nas eleições. A crise no STF também passou a ser usada como argumento para possíveis novas sanções americanas contra autoridades brasileiras. Eduardo Bolsonaro tem atuado nos Estados Unidos, enquanto Flávio e aliados exploram politicamente o conflito envolvendo Alexandre de Moraes. Eduardo afirmou ter relatado a autoridades americanas uma suposta tentativa de contestar eventual vitória de seu irmão. O governo Trump também acusou o Brasil de não combater adequadamente o PCC e o Comando Vermelho. A possibilidade de interferência americana vem sendo monitorada por setores do governo e da sociedade civil brasileira. Relatório da Abin classificou como crítico o nível de ameaça relacionado à influência externa dos EUA nas eleições. Ao mesmo tempo, grupos bolsonaristas demonstram apoio a uma eventual intervenção americana. Nas redes sociais, circularam vídeos produzidos por inteligência artificial simulando a prisão de Lula por Trump. O texto afirma que Trump tem procurado influenciar disputas eleitorais em diversos países. Essa atuação pode ocorrer por apoio público, promessas econômicas, sanções ou pressão política.

Na América Latina, consultores ligados ao trumpismo também participaram de campanhas eleitorais. O argentino Fernando Cerimedo, citado no texto, atuou em campanhas e foi acusado de crimes que nega. Investigações na Bolívia encontraram equipamentos e dinheiro em espécie em local associado a ele. Cerimedo também foi citado em investigação brasileira sobre disseminação de informações falsas sobre as urnas. Ele afirmou ter recebido cerca de US$ 1 milhão por mês com atividades de consultoria política no exterior. Especialistas ressaltam que a interferência eleitoral pode variar de influência política até ações diretas sobre o processo eleitoral. Trump já adotou medidas econômicas e sanções contra autoridades brasileiras, além de fazer declarações favoráveis a Bolsonaro. O governo americano chegou a planejar o envio de funcionários ao Brasil para questionar a integridade das eleições, segundo o Washington Post. O Itamaraty recusou vistos para dois funcionários americanos, enquanto os EUA negaram intenção de interferir no pleito. Experiências recentes na Hungria, Canadá, Argentina e Colômbia mostram diferentes efeitos da atuação política de Trump. No Brasil, ainda existem dúvidas sobre a dimensão que eventual interferência americana poderá alcançar. Trump já afirmou manter boa relação com o Brasil e chamou Lula de “muito dinâmico”. Ao mesmo tempo, decisões americanas foram interpretadas por especialistas como alinhadas a interesses políticos brasileiros. A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas ocorreu após encontro de Flávio Bolsonaro com autoridades americanas. Pesquisas mostram desconfiança significativa dos brasileiros em relação a Trump e preocupação com possível interferência estrangeira. Uma pesquisa Datafolha indicou que metade dos brasileiros vê possibilidade de interferência externa nas eleições. O cenário permanece aberto, com dúvidas sobre os efeitos políticos das ações de Trump e sobre a dimensão da influência americana no pleito de 2026. 

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