sexta-feira, 25 de setembro de 2026

ATAQUES E RETIRADAS DO PLENÁRIO NO DISCURSO DE NETANYAHU


O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, fez discurso na Assembleia Geral da ONU, 
marcada por ataques a críticos e críticas a países que se opõem a Israel. Como em 2025, dezenas de delegações deixaram o plenário durante seu pronunciamento. Entre elas estava a delegação brasileira, que se retirou do salão. Nas tribunas, aliados de Israel aplaudiram e apoiaram Netanyahu. O presidente da Assembleia chegou a pedir ordem antes do início da fala. Netanyahu provocou os delegados que permaneceram no plenário. Ele também defendeu a presença israelense nas Colinas de Golã e apresentou objetos para reforçar suas críticas a adversários. Mostrou um pager para atacar o Hezbollah e um aparelho Starlink. Segundo ele, o Irã impede seus cidadãos de se comunicarem com o mundo. Netanyahu também comparou os ataques do Hamas de 7 de outubro ao 11 de Setembro. O ataque de 2023 matou cerca de 1.200 pessoas em Israel. A guerra posterior provocou dezenas de milhares de mortes palestinas em Gaza. Os números são divulgados pelas autoridades locais e considerados confiáveis pela ONU. Em Nova York, também ocorreram protestos contra Israel e o apoio militar americano. O governo Netanyahu afirmou ter financiado centenas de outdoors favoráveis a Israel. 

O premiê atacou ainda o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Netanyahu acusou Mamdani de apoiar o Hamas e de fazer acusações falsas contra Israel. Mamdani respondeu que Netanyahu repete mentiras para encobrir a morte de palestinos e lembrou que o premiê é alvo de mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional, acusado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Netanyahu criticou ainda países que sancionaram Israel por assentamentos na Cisjordânia. Defendeu os colonos israelenses e rejeitou acusações de colonialismo. A fala também teve como alvo o público interno de Israel. O país terá eleições parlamentares em outubro. Pesquisas indicam uma disputa acirrada e sem maioria clara para os blocos. O apoio à guerra contra o Hamas permanece elevado entre os israelenses. 

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