quinta-feira, 30 de julho de 2026

A "IA" PROMOVE AGILIZAÇÃO NAS DECISÕES JUDICIAIS


A inteligência artificial promove verdadeira revolução no Judiciário, deixando a promessa para traz e integrando a nova metodologia na rotina de escritórios, departamentos jurídicos e tribunais. Cabe agora aos interessados no sentido de promoverem a utilização dos novos métodos na solução dos conflitos.  
Segundo relatório da OAB/SP, Jusbrasil e ITS Rio, 77% dos profissionais do Direito usam IA generativa ao menos uma vez por semana. A tecnologia auxilia na elaboração de peças, pesquisas, contratos e pareceres, reduzindo tarefas repetitivas.
No Judiciário, sistemas de IA já apoiam pesquisas de jurisprudência, triagem de processos e elaboração de minutas, consolidando a modernização da Justiça. A ferramenta também pode ajudar a enfrentar a elevada litigiosidade brasileira, identificando demandas repetitivas, organizando informações e otimizando fluxos de trabalho, permitindo que magistrados se concentrem em decisões mais complexas.

Apesar dos benefícios, especialistas alertam para desafios éticos. A IA amplia capacidades, mas não substitui o julgamento humano, sendo indispensável a verificação das informações geradas, especialmente diante do risco de "alucinações", quando a tecnologia produz conteúdos incorretos com aparência de verdade. Esse entendimento já aparece na Justiça. A Quinta Turma do STJ decidiu que laudos produzidos por IA generativa não podem fundamentar denúncias criminais, devido à falta de transparência e confiabilidade dos resultados. A tendência é que a advocacia combine tecnologia, responsabilidade e pensamento crítico, utilizando a IA como ferramenta de apoio para tornar a Justiça mais eficiente, sem substituir a autonomia, a ética e o discernimento dos profissionais do Direito. 

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