A Volkswagen pretende ampliar seu programa de reestruturação e pode cortar até 100 mil empregos, além de encerrar a produção em quatro fábricas na Alemanha. O plano representa a eliminação de quase um em cada seis postos de trabalho da empresa no mundo e figura entre as maiores demissões já anunciadas pela indústria automobilística. A montadora não confirmou os números nem informou se outros países, como o Brasil, serão afetados. Em março, a empresa já havia anunciado a redução de 50 mil vagas até 2030. Agora, segundo a imprensa alemã, outros 50 mil empregos podem ser eliminados. A estratégia faz parte do plano do presidente-executivo Oliver Blume para reduzir custos, concentrar o grupo no negócio automotivo e enfrentar a crescente concorrência das montadoras chinesas. O projeto prevê o fechamento das fábricas de Emden, Zwickau e Hanover, além da unidade da Audi em Neckarsulm. A Volkswagen já encerrou a produção em Dresden e busca comprador para a fábrica de Osnabrück.
A empresa afirma que o impacto das tarifas dos EUA, dos conflitos no Oriente Médio e da desaceleração na China exige novas medidas de ajuste. A meta é economizar 6 bilhões de euros por ano até 2030. Os detalhes serão apresentados ao conselho de supervisão em 9 de julho. Os sindicatos prometeram reagir e afirmaram que combaterão qualquer plano de demissões em massa, acusando a diretoria de adotar medidas precipitadas em vez de apresentar soluções para a crise.
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