Às vésperas da assinatura do cessar-fogo com o Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, aumentou a pressão sobre Israel e Rússia. Durante a cúpula do G7, na França, pediu que o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, seja “mais responsável com o Líbano” e sugeriu que a Síria assuma o enfrentamento ao Hezbollah. Trump também sinalizou novas sanções ao petróleo russo, afirmando que Moscou usa a receita para financiar a guerra na Ucrânia. Segundo ele, a reabertura do Estreito de Ormuz favorece essa estratégia. O acordo com Teerã enfrenta resistência devido à exigência iraniana de retirada das tropas israelenses do sul do Líbano. O Irã e o Hezbollah acusam Israel de violar repetidamente o cessar-fogo e ameaçam reagir caso os ataques continuem. Especialistas avaliam que a pressão sobre Putin reflete a dificuldade dos EUA em avançar nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. Para analistas, as sanções servem para aumentar a pressão diplomática sobre o Kremlin.
No Oriente Médio, a proposta de Trump de envolver a Síria no combate ao Hezbollah foi criticada. Especialistas apontam que Damasco não possui capacidade militar para essa missão e alertam para o risco de ampliar a instabilidade regional. Analistas também observam um desgaste crescente na relação entre Trump e Netanyahu. Enquanto o governo israelense vê vantagem política na continuidade das tensões, Trump busca encerrar conflitos externos para fortalecer sua posição interna. O Hezbollah agradeceu ao Irã por incluir, no acordo com os EUA, a suspensão dos ataques israelenses ao sul do Líbano, classificando Teerã como aliado fundamental da resistência libanesa.
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